Quem diria que por detrás de uma cortina de confete, o gênero traz tramas espinhosas e controversas? Sim, há que se dizer: suas capas coloridas a estampar imagens de teor engraçadinho, leve, vintage, não são apenas vibe de riso. Entre a capa e a contracapa de um chick-lit, seus personagens, seres estereotipados, são como bobos da cortes que nos fazem rir, mas não escondem as marcas das tristezas em sua face.
Portanto, um aviso aos navegantes, há vários chicks dentro dessa lit: os sérios, os espirituosos, os misteriosos, os com tudo isso dentro, os que falam de coisa nenhuma e por aí vai. Então, quando sacarem um chick-lit da pilha, lembrem-se da versatilidade identitária que o acompanha.
Há que se ressaltar a tensão cultural presente nas falas dos participantes. Não vou citá-las aqui, porém quero que repercutam as questões que tais falas ensejaram: Os que apreciam livros do tipo são alienados? Chick lit entorpece os sentidos e desliga a consciência? Ou será que falta nos críticos pouca disposição para olhar e entender o gênero?
Certezas? Uma. A de que só temos a ganhar com o confronto de idéias.
Desafio em números:
Marian Keyes foi a rainha do mês: 16 vezes lida.
Em segundo lugar, Sophie Kinsella, 14 vezes lida.

