E assim, letra por letra, superamos o desafio de Abril. Felicito a todos os que se empenharam em cumprir mais essa etapa do desafio. Ao saber do retorno de muitos ao ato esquecido da arte de ler, sinto-me mais do que recompensada. Por isso agradeço a todos que fazem dessa brincadeira um deleite coletivo. Em especial, dedico um carinho a essa fase em razão da temática. Pouco conhecemos da literatura latino-americana. È fato. Mediante os comentários da maioria de nós, participantes, esse momento foi o da descoberta da dimensão incomensurável de nossa herança literária. A literatura latino-americana tem nomes de valor que não deixam nada a dever a arte literária produzida em qualquer parte do mundo. Quem se desafiou, pôde ver a cortina do preconceito sendo descerrada. Literatura latino-americana não é apenas realismo fantástico. Existem modelos literários outros que apetecem aos gostos variados dos mais exigentes devoradores de livros. Basta ter disposição para conhecer esse mundo vasto da “latinidade” literária. Sim, muito de nós, acostumados que estamos ao discurso literário europeu e norte-americano, tivemos dificuldades em entender o discurso dos latinos-americanos. Mas não vale desistir. Vale mais apreciar tal discurso com o seu quê de diferente, novo, desafiador e transgressor.
De modo que digo: ler é uma arte aprimorada com a prática. Com tempo e exercício, desenvolveremos nossas competências para a leitura ao ponto de naturalmente apreciarmos a beleza extrema de cada obra. Nesse sentido, faço um apelo para que atentemos mais para a literatura aqui produzida uma vez que entre livros e autores, tem muita coisa boa para conhecer.
Continuemos nesse embalo!
Em abril tivemos:
64 Livros lidos
Deu Gabo na cabeça : 17 vezes lido.
Isabel Allende também não fez feio. 10 vezes lida.
E da terra brasilis o autor mais lido foi Luís Fernando Veríssimo. 5 vezes lido.
Vamos aumentar esse número, pessoal!