O desafio de Julho foi bem divertido!
Dessa vez pudemos contar com a arte narrativa do cinema também. Nada como experimentar a teia de relações e influências entre essas duas artes tão magníficas, o cinema e a literatura. As duas artes, cada uma à sua maneira, concebem tão magicamente a forma de contar uma história de modo que nos sentimos entregues em um fascínio mudo. Puro êxtase!
Pensando em pontos comuns entre o cinema e literatura, um elemento se destaca. Eis a palavra, sempre ela, a dona do pedaço. A palavra destaca-se com direito, excelência e mérito porque é a pedra angular da imagem. Sem ela, não há cinema, não há literatura. Mesmo no cinema mudo se presencia a força estética da comunicação expressa por palavras que se fazem presentes por sua total ausência. Na literatura há que se notar que até mesmo o indizível exerce sua força de expressão.
No entanto, é preciso considerar que ao mesmo tempo em que se aproximam, o cinema e a literatura também se distanciam. Pode ser que seja essa a deixa para que entrem em cena os recorrentes comentários que acusam uma adaptação cinematográfica de traição à sua obra literária. O que queremos? Fidelidade literal apenas? Todavia, não se trata de pegar o livro e transportá-lo palavra por palavra para se criar um filme. Um filme, pela própria natureza do seu meio de comunicação, não se restringe a traços textuais. Como leitora, o que considero mais interessante é a percepção de que o diretor e sua equipe são antes leitores, e é a sua bagagem de outras tantas leituras que segue ali embutida.
È, pessoal, as releituras trazem consigo novas significações de modo que o bacana é saber dialogar com outras leituras de mundo.
Sim, esse assunto é tão vasto que cabem muitas questões, dentre elas: Porque quase sempre elegemos a fidelidade ao original como critério de análise de uma adaptação se o ato de adaptar comporta a modificação? Será a nossa interpretação melhor que a dos outros? Será que nosso julgamento parte de uma tradição (nem sempre percebida) em que se confere maior prestígio a literatura do que ao cinema?
Dessa vez pudemos contar com a arte narrativa do cinema também. Nada como experimentar a teia de relações e influências entre essas duas artes tão magníficas, o cinema e a literatura. As duas artes, cada uma à sua maneira, concebem tão magicamente a forma de contar uma história de modo que nos sentimos entregues em um fascínio mudo. Puro êxtase!
Pensando em pontos comuns entre o cinema e literatura, um elemento se destaca. Eis a palavra, sempre ela, a dona do pedaço. A palavra destaca-se com direito, excelência e mérito porque é a pedra angular da imagem. Sem ela, não há cinema, não há literatura. Mesmo no cinema mudo se presencia a força estética da comunicação expressa por palavras que se fazem presentes por sua total ausência. Na literatura há que se notar que até mesmo o indizível exerce sua força de expressão.
No entanto, é preciso considerar que ao mesmo tempo em que se aproximam, o cinema e a literatura também se distanciam. Pode ser que seja essa a deixa para que entrem em cena os recorrentes comentários que acusam uma adaptação cinematográfica de traição à sua obra literária. O que queremos? Fidelidade literal apenas? Todavia, não se trata de pegar o livro e transportá-lo palavra por palavra para se criar um filme. Um filme, pela própria natureza do seu meio de comunicação, não se restringe a traços textuais. Como leitora, o que considero mais interessante é a percepção de que o diretor e sua equipe são antes leitores, e é a sua bagagem de outras tantas leituras que segue ali embutida.
È, pessoal, as releituras trazem consigo novas significações de modo que o bacana é saber dialogar com outras leituras de mundo.
Sim, esse assunto é tão vasto que cabem muitas questões, dentre elas: Porque quase sempre elegemos a fidelidade ao original como critério de análise de uma adaptação se o ato de adaptar comporta a modificação? Será a nossa interpretação melhor que a dos outros? Será que nosso julgamento parte de uma tradição (nem sempre percebida) em que se confere maior prestígio a literatura do que ao cinema?
Vale a pena refletir sobre isso.
Sejam quais forem as resposta, que alcancemos a compreensão de que é preciso sempre ver mais longe. E no mais, a boa arte deve ser apreciada sem preconceitos.
Nesse mês, montamos um cardápio literário bem variado, mas foi O leitor de Benhard Schlink que predominou: cinco vezes lido.
E que venha o desafio de agosto!
Sejam quais forem as resposta, que alcancemos a compreensão de que é preciso sempre ver mais longe. E no mais, a boa arte deve ser apreciada sem preconceitos.
Nesse mês, montamos um cardápio literário bem variado, mas foi O leitor de Benhard Schlink que predominou: cinco vezes lido.
E que venha o desafio de agosto!