Por Sueli Couto

CLARA DOS ANJOS - LIMA BARRETO -  LIVRO 4

Este romance de Lima Barreto passa-se no subúrbio carioca e ele o descreve com riqueza de detalhes tanto nos ambientes como a vida das pessoas que ali vivem.  Apresenta o advento dos “bíblias”, os protestantes e sua forma muito eloquente e tenaz de conquistar novos fiéis para seu culto. É um romance profundo e denuncia toda espécie de injustiças praticadas contra os menos desprovidos financeiramente, os humildes. É carregado de referencias sobre o preconceito racial.

Clara é uma mulata jovem, pobre, humilde, ingênua, que vive no subúrbio carioca com seus pais, Joaquim e Engrácia. Joaquim era carteiro, tocava flauta, gostava de violão, compunha valsas, tangos e acompanhamentos de modinhas. Não gostava de sair de casa e sua diversão era passar as tardes de domingo jogando solo com seus dois amigos: o compadre Marramaque e o português Eduardo Lafões.

Clara tinha 17 anos, era tratada com muito desvelo, recato e carinho pelos pais e como eles não gostavam de sair de casa, quando ela raramente saia era sempre acompanhada pela vizinha, Dona Margarida, uma viúva muito séria.

Apesar das cautelas e cuidados da família, Clara é iludida e seduzida por um rapaz de classe media carioca. Os dois se conhecem quando ele, cantor de chorinho, vai tocar no dia de seu aniversário em sua casa. Cassi não era belo e nem virtuoso do violão, mas canta dengoso, meloso e a seduz.

O padrinho Marramaque, que já lhe conhecia a fama, tenta afastá-lo de Clara quando percebe seu interesse. Na festa de aniversário da afilhada, recita e provoca Cassi, deixando claro que ele não é bem-vindo ali. Cassi também antipatiza com Marramaque e sabia que ele percebe seus maus propósitos em relação a Clara.  Cassi enche-se de fúria e vinga-se de modo violento: se junta a um capanga e ambos assassinam Marramaque. Clara, logo desconfia do rapaz, mas o perdoa, pois ele diz que matou por amor a ela.

Clara na ingenuidade de sua idade e na falta de contato com o mundo, concluía que Cassi era um rapaz digno e podia bem amá-la sinceramente.

Malandro, mau caráter e perigoso, Cassi já havia se envolvido em problemas com a justiça antes, mas sempre fora acobertado pela sua família, especialmente sua mãe, que não queria que fosse preso.
Clara engravida e Cassi Jones desaparece. Ela pensa em morrer, abortar mas convencida pela vizinha, dona Margarida, vão procurar a família de Cassi e pedir “reparação do dano”. A mãe do rapaz humilha Clara, mostrando-se profundamente ofendida porque uma negra quer se casar com seu filho.

E, na cena final, ao relatar o que se passara na casa da família de Cassi Jones para a sua mãe, conclui, em desespero, como se falasse em nome dela e de todas as mulheres em iguais condições: “— Nós não somos nada nesta vida.”


Por
Maria Amelia Mello

“Marina” foi o segundo livro que li do autor Carlos Ruiz Zafon, o primeiro foi o conhecido best-seller “A Sombra do Vento”. Como “A Sombra do Vento” foi um livro que gostei muito e guardo com carinho alguns personagens, foi fácil me decidir a ler.
A semelhança entre os dois livros é bem visível, pois ele tem um estilo narrativo bem próprio. Os livros deste autor costumam ter uma história dentro de outra história e o legal é que as duas envolvem o leitor. Na narrativa, é bem marcante o ar poético e o clima de mistério e suspense.
Neste livro o mistério já começa na capa e contra-capa já que o autor conta bem pouco sobre a história, o suficiente apenas para aguçar a curiosidade do futuro leitor. Vou respeitar o autor e tentar não revelar muito.

A história se passa em Barcelona, final dos anos 70 e início dos 80. Óscar Drai é um jovem de 15 anos, aluno de um internato que tem uma vida bem tranqüila,  mas que gosta de se aventurar pela cidade. Em uma dessas andanças pela cidade ele conhece Marina, uma jovem de olhos cinzentos e respostas afiadas que mora em um casarão com seu pai em um bairro antigo.

À princípio você achará que o livro é apenas um romance juvenil envolvendo um jovem solitário e uma moça de personalidade forte. É isso, mas também é muito mais. À partir do momento que Marina pergunta a Óscar se ele gosta de mistérios, somos apresentados a uma história sombria, com investigações cheia de suspense e que nos apresenta personagens amedrontadores.

A trama do livro prende do começo ao fim e a leitura vai muito rápida.  Mesmo quem ainda não conhece o trabalho do autor, irá se deixar levar pela narrativa envolvente e não se arrependerá.
Apenas por curiosidade, em algumas partes do livro me peguei pensando que a qualquer momento algum personagem mais adulto iria soltar a famosa frase dos bandidos que são pegos pelo Scooby-Doo: “Se não fosse estes garotos e este cachorro intrometidos!”. Nossa, não levem a sério, isto é coisa da minha cabeça que assistia muito Scobby-Doo e lia a “Droga da Obediência” do Pedro Bandeira!

Outra coisa que achei muito interessante é que li que o autor considera este o seu livro preferido.


Por Sueli Couto
Carolina - Casimiro de Abreu livro 5

É uma história muito triste que envolve amor, paixão, traição, ódio, morte e finalmente perdão. Senti uma tristeza profunda ao ver como cada escolha pessoal afeta infinitamente a vida de outros, e o que era para ser uma linda história de amor acaba numa dolorosa tragédia.


A história começa com Augusto e Carolina, debaixo dum lindo caramanchão, se despedindo. Augusto precisa viajar e os dois trocam beijos, juras de amor e fazem  promessas de se reencontrar no mesmo lugar. No entanto, seis meses mais tarde, Carolina se envolve amorosamente com Fernando que a seduz e a abandona a própria sorte.

Augusto retorna e tem uma grande decepção ao ver que a família da sua amada se mudara sem saber que foi por causa da vergonha da gravidez de Carolina, que abandonou o lar.
Augusto, amargurado, parte para Lisboa, tentando retomar sua vida, e um dia passeando com seu amigo, Fernando, conta sobre seu amor perdido, ambos vão parar num meretrício onde Fernando, como meio de Augusto esquecer uma antiga paixão, o incentiva a passar a noite com uma prostituta esquecer sua dor e decepção.

O destino é cruel e quando Augusto e Fernando vão a um dos quartos se deparam com Carolina que conta para Augusto ter sido Fernando que se aproveitou de um momento de fraqueza dela lhe engravidando e a deixando-a sozinha, sem outra saída acabara se entregando a prostituição. Augusto com muito ódio entra numa luta corporal com Fernando e o mata fugindo em seguida.

No outro dia ele volta ao meretrício a procura de Carolina, mas ela já tinha fugido e lhe deixa uma carta onde pede perdão por ter traído Augusto e confessa ainda amá-lo muito.
Carolina acabou por não resistir tanto sofrimento e um mês depois gemia agonizante em Setúbal. Seu coração de mulher não resistiu a tantas comoções.  E na triste e solene hora do passamento junto a um padre, se arrepende, pede perdão, e antes de morrer pede que ele envie uma carta a seu amado. Nesta carta lamenta sua forma de agir, fala de seu amor, de sua morte e pede novamente seu perdão.

“ Adeus, Augusto: quando leres esta carta já estarei morta. Consola meu pai e minha mãe, se os vires. Não amaldiçoes a minha memória! Morro beijando o teu retrato, que levo comigo ao túmulo. Adeus! ora por mim!

Carolina

— Sim, sim, disse o mancebo, caindo de joelhos e juntando as mãos, eu oro por ti. Que Deus te perdoe como eu te perdoei.”


Resenha escrita por Carina de Brito ( Tema Nome Próprio/Fevereiro)

 Em defesa de Capitu

Difícil é falar de quem nunca nos dirigiu a palavra, de quem nem ouvimos o som da voz, ou mesmo de quem nem sabemos ao certo, se respira. É assim que me sinto por querer defender Capitu.   Bento Santiago, o nosso Bentinho, faz jus as qualidades de Capitu, contamos com altas definições do porque se apaixonou por esta moça. Contudo, foi ele, Bentinho, que nos contou e não Capitu que se mostrou ou argumentou ou defendeu a própria história. A falha para poder julgá-la é exatamente isso que acabo de vos falar, a narrativa é contada por quem vivenciou na pele o sofrimento de uma história de amor frustrada pelos ciúmes, orgulho e vaidade.

Como não iniciar falando dos olhos de cigana oblíqua e dissimulada? “Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. (…) Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca.” Capitu sem olhos, não é Capitu. E foram estes mesmo olhos que atraiu irrestivelmente Bentinho, e que matou Escobar.

Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora, como se quisesse tragar também o nadador da manhã.”

Escobar, melhor amigo de Bentinho, morreu afogado e foi seu amigo que organizou o velório e enterro. Mas como mencionei, foram os olhos de ressaca, o olhar de Capitolina que o matou, na verdade, para Bentinho. Seguem-se os vinte últimos capítulos, os 128 capítulos anteriores falam de alegrias e tristezas envolta do amor, todavia estes últimos está claro todo o ódio que há no coração de Bentinho pela traição de Capitu (traição esta nunca comprovada ou admitida pela mesma).

O filho, Ezequiel, seria a prova viva desta traição, pois sua semelhança ao defunto é tanta que o pai, Bentinho, não suporta vê-lo, tem repudio do próprio filho e coloca-o como peça principal de seus desgostos por Capitu. Manda-o para o internato, como se assim pudesse livrar todos os maus pensamentos e sentimentos.

Machado nos prega peças o tempo inteiro, cabe nós cairmos nelas ou não. Há um momento em que o pai de Sancha (amiga de Capitu, viúva de Escobar) traz o seguinte comentário ao Bentinho: “a mãe de Sancha não é parecidíssima com Capitu?” “na vida há dessas semelhanças assim esquisitas”. Ora, se pode assim, haver semelhanças, como a mãe de Sancha ser parecida com Capitu, porque não pode o filho de Bentinho ser dessas semelhanças esquisitas da vida?

Do amor ao ódio em pouquíssimos capítulos, e Capitu, sem chance de defesa, vai para o exterior com o filho. A morte dos dois lhe parece a solução, e depois de tantos anos desse rancor, tudo se esvai por entre os dedos de Bentinho, e o vazio da falta de seu único amor perdura.




                                                                                                                     Carina de Brito



Resenha escrita por Cáryda (Tema Nome Próprio/Fevereiro)

UBIRAJARA

(José de Alencar; 1874)
 
Este livro pertence á fase indianista de José de Alencar e conta a história de como se deu a formação da nação Ubirajara. Em toda a história o índio é caracterizado como herói e a prosa tem um ar épico.
O jovem caçador Jaguarê, índio da tribo Araguaia, sai em busca de um combate que o faça ser reconhecido como guerreiro. Em sua busca, ele encontra Pojucã, da nação Tocantins. Após uma longa e intensa luta, Jaguarê vence e leva Pojucã para a tribo como prova da vitória. Antes de encontrar um adversário, Jaguarê conhece Araci, formosa virgem Tocantins que se apaixona por ele embora o índio informe já possuir uma noiva.
 
A saga se desenvolve em torno do conflito que passa e existir quando Jaguarê é aclamado como bravo guerreiro Ubirajara (lanceiro) em sua tribo e resolve ir conquistar Araci através de duras provas. Inicialmente, Jaguarê é recebido como hóspede e quando perguntado como gostaria de ser chamado ele diz Jurandir (aquele que é trazido pela luz, referência ao nome de Araci). Quando passa em todos os testes para conquistar a virgem tocantim, Jaguarê revela sua verdadeira identidade e narra a luta com um guerreiro de outra tribo chamado Pojucã, dizendo que este, se encontra em sua tribo e vai ser sacrificado. Itaquê declara guerra á Jaguarê e toda sua nação, pois Pojucã é filho do mestre dos Tocantins.
 
O conflito se dissolve antes que as duas tribos entrem em conflito, tendo em vista que os Tocantins lutaram com os índios Tapuias e nessa batalha Itaquê fica cego e sem líder ,eles resolvem  declarar paz aos Araguias.
 
As duas nações se unem através do amor de Araci e Jaguarê e dá origem a nação Ubirajara.


Escrita por Cáryda (Tema Nome Próprio/Fevereiro)

BEL AMI
 (GUY DE MAUPASSANT, 1885. EDITORA ABRIL; GRANDES SUCESSOS;1991)

O romance de Guy de Maupassant narra a rápida ascensão de Georges Duroy em Paris. Inicialmente, Georges é mostrado como um rapaz pobre e belo, que passa os dias vendo o dinheiro do bolso se esvaindo. Sua vida toma um novo rumo quando, ao acaso, ele encontra um velho amigo, Charles Forestier. Charles lhe arranja emprego no jornal onde trabalha e ainda o insere em seu círculo social.

Traços como a preocupação com a aparência, o casamento e demais relações como meio de projeção social, o jogo político além do poder e controle exercido pela imprensa são encarnados no protagonista.

O sucesso com as mulheres é uma arma de Duroy para conseguir poder e prazer. Durante boa parte da narrativa ele mantém uma relação extraconjugal com a senhora De Marelle, que apesar de sofrer humilhações por parte do amante, como o fato dele lhe pedir dinheiro emprestado e surrá-la,continua apaixonada.

O casamento com Madeleine Forestier, viúva de Charles e redatora, consagra Georges como jornalista político no La Vie Française, o posterior matrimônio com Suzanne Walter o faz alcançar seu apogeu social e político, pois a partir deste momento ele passa a ter condições financeiras de galgar o cargo que tanto deseja: o de deputado.

As falcatruas envolvendo o jogo político e relações extraconjugais denunciam o caráter do protagonista, que faz de tudo para obter poder e em nenhum momento sente culpa.


Por Liliam Silva

Resenha: Cyrano de Bergerac foi escrito por Edmond Rostand e é uma peça. A tradução foi feita por Fábio M. Alberti, editora é a nova cultura.

Como peça teatral, o livro é composto por vários personagem que aparecem ou saem de cena de acordo com o Ato. O objetivo do livro é em contar um pouco da vida do espadachim e poeta Cyrano de Bergerac e o seu amor platônico pela prima.

Cyrano era um rapaz pobre e limitado no amor por acha-se feio, o seu nariz era muito grande e chamava atenção em todos os lugares que ia. Acredito que por Cyrano se sentir limitado no setor das conquistas amorosas acabou desenvolvendo habilidade, sensibilidade e criatividade nas questões ligadas a arte.

Como acreditava que o seu amor pela prima nunca seria correspondido por sua condição de feiura e pobreza, resolve se juntar a Cristiano, um rapaz belo e querido por todos, para juntos conquistarem Roxana: Cristiano através da aparência e Cyrano através da inteligência e o dom com as palavras. Segue trecho da combinação entre Cyrano e Cristiano.

“Terás para iludi-la inúmeros assuntos:

Dize: queres que nós a seduzamos juntos?

Queres sentir passar esta alma que te fala

De meu gibão grosseiro ao teu gibão de gala?”

 Dentre tantas manobras poéticas entre Cyrano e Cristiano para conquistar o coração de Roxana, Cyrano ajuda a concretizar o casamento de Cristiano e Roxana que não se consuma, pois logo após a cerimônia Cristiano vai diretamente para a tricheira de querra. Cyrano o acompanha com o intuito de cuidar do noivo para a prima e com a intenção, sem o conhecimento de Roxana, de mantém a correspondência amorosa entre os recém casados.

O enrredo da estória pode até ser engraçado, mas não tem um final feliz para Cyrano, pois apesar de Cristiano morrer na guerra, Cyrano não divulga nem o seu amor nem a farsa criada para conquistar Roxana, que triste pela perda do seu grande amor (aparência de um, palavras do outro) vai morar em um convento. Lá Cyrano a visita constantemente até a sua morte, Cyrano recebe   uma pancada na cabeça dias antes e mesmo assim, vai convalecendo visitar sua prima e seu grande amor, lá ele recita a última carta cujo remetente seria Cristiano, mas que o contéudo seriaescrito pelo próprio Cyrano.


Resenha escrita por Sueli Couto (Tema Nome Próprio/Fevereiro)

POLLYANNA - ELEANOR H. PORTER

Conheci Pollyanna através de um filme que assisti há muitos anos atrás e me encantei. Nesta época não tinha o hábito de ler, como agora e ao ter contato com o livro, imediatamente aproveitei a oportunidade de ler este clássico da literatura infantil, e fui lembrando cenas no filme, reacendendo a impressão de sentimentos de otimismo, amor, bondade e pureza que a personagem me passou naquela época. Regozijo em dose dupla: a leitura e a recordação de tão doce e ingênua idade.

 A história é sobre uma garotinha de onze anos, Poliana Whittier, que ao ficar órfã de pai e mãe, muda-se para casa de sua tia, Miss Polly,na pequena cidade Beldingsville. Miss Polly é uma mulher fria, que está apenas preocupada em cumprir com seu dever, que é cuidar de sua sobrinha.

A garotinha Pollyanna, faz amizade com todos da cidade e logo cativa as pessoas com a sua personalidade radiante, sua alma sincera, sua inocência, sua simpatia e uma alegria contagiante. Pollyanna transforma a vida daqueles que a conhecem e lhes ensina o “jogo do contente”, que modifica a forma de agir das pessoas, tornando-as mais felizes por encontrarem motivos para ficarem contentes até nos momentos mais difíceis. A concepção de Pollyanna é de que “Em tudo há alguma coisa de bom. A questão é descobrir onde está.” (p.29).

O “jogo do contente”, que ela faz questão de vivenciar e ensinar a todos , segundo a menina conta, foi ensinado por seu pai, para que ela aprendesse a sempre ver o lado positivo das coisas e a encontrar um motivo para ficar contente com qualquer acontecimento, pois, se as coisas podem não estar boas, poderiam ser piores, incutindo-lhe a idéia de que se deve dar valor ao que se tem, e,  não, a achar que a felicidade depende de ter tudo o que se deseja.

Com certeza esse livro é uma lição grandiosa de otimismo e quando o li me senti como se pudesse enfrentar tudo e todos com a mesma força de Pollyana e a lição que se abstrai é justamente no sentido de que é importante conhecer ou experimentar esse contentamento até com os dissabores da vida, pois sempre poderia se estar diante de uma experiência bem pior do que a vivenciada. É uma forma de ver a vida que não parece desarrazoada...

É um livro simples, cativante e apaixonante, que tem por ensinamento máximo, que o importante é estar bem e fazer os outros também se sentirem  bem.

Diante de tal obra, só posso indicá-la para todo tipo de leitor: crianças, jovens, adultos. Trata-se, a meu ver, de uma leitura indispensável para que aspira colher, nas páginas de um livro, mensagens de vida, de perseverança e de esperança.

Experimente ler o livro e praticar o jogo do contente! Faz um bem...