Resenha escrita por Cáryda (Tema Nome Próprio/Fevereiro)

UBIRAJARA

(José de Alencar; 1874)
 
Este livro pertence á fase indianista de José de Alencar e conta a história de como se deu a formação da nação Ubirajara. Em toda a história o índio é caracterizado como herói e a prosa tem um ar épico.
O jovem caçador Jaguarê, índio da tribo Araguaia, sai em busca de um combate que o faça ser reconhecido como guerreiro. Em sua busca, ele encontra Pojucã, da nação Tocantins. Após uma longa e intensa luta, Jaguarê vence e leva Pojucã para a tribo como prova da vitória. Antes de encontrar um adversário, Jaguarê conhece Araci, formosa virgem Tocantins que se apaixona por ele embora o índio informe já possuir uma noiva.
 
A saga se desenvolve em torno do conflito que passa e existir quando Jaguarê é aclamado como bravo guerreiro Ubirajara (lanceiro) em sua tribo e resolve ir conquistar Araci através de duras provas. Inicialmente, Jaguarê é recebido como hóspede e quando perguntado como gostaria de ser chamado ele diz Jurandir (aquele que é trazido pela luz, referência ao nome de Araci). Quando passa em todos os testes para conquistar a virgem tocantim, Jaguarê revela sua verdadeira identidade e narra a luta com um guerreiro de outra tribo chamado Pojucã, dizendo que este, se encontra em sua tribo e vai ser sacrificado. Itaquê declara guerra á Jaguarê e toda sua nação, pois Pojucã é filho do mestre dos Tocantins.
 
O conflito se dissolve antes que as duas tribos entrem em conflito, tendo em vista que os Tocantins lutaram com os índios Tapuias e nessa batalha Itaquê fica cego e sem líder ,eles resolvem  declarar paz aos Araguias.
 
As duas nações se unem através do amor de Araci e Jaguarê e dá origem a nação Ubirajara.


Escrita por Cáryda (Tema Nome Próprio/Fevereiro)

BEL AMI
 (GUY DE MAUPASSANT, 1885. EDITORA ABRIL; GRANDES SUCESSOS;1991)

O romance de Guy de Maupassant narra a rápida ascensão de Georges Duroy em Paris. Inicialmente, Georges é mostrado como um rapaz pobre e belo, que passa os dias vendo o dinheiro do bolso se esvaindo. Sua vida toma um novo rumo quando, ao acaso, ele encontra um velho amigo, Charles Forestier. Charles lhe arranja emprego no jornal onde trabalha e ainda o insere em seu círculo social.

Traços como a preocupação com a aparência, o casamento e demais relações como meio de projeção social, o jogo político além do poder e controle exercido pela imprensa são encarnados no protagonista.

O sucesso com as mulheres é uma arma de Duroy para conseguir poder e prazer. Durante boa parte da narrativa ele mantém uma relação extraconjugal com a senhora De Marelle, que apesar de sofrer humilhações por parte do amante, como o fato dele lhe pedir dinheiro emprestado e surrá-la,continua apaixonada.

O casamento com Madeleine Forestier, viúva de Charles e redatora, consagra Georges como jornalista político no La Vie Française, o posterior matrimônio com Suzanne Walter o faz alcançar seu apogeu social e político, pois a partir deste momento ele passa a ter condições financeiras de galgar o cargo que tanto deseja: o de deputado.

As falcatruas envolvendo o jogo político e relações extraconjugais denunciam o caráter do protagonista, que faz de tudo para obter poder e em nenhum momento sente culpa.


Por Liliam Silva

Resenha: Cyrano de Bergerac foi escrito por Edmond Rostand e é uma peça. A tradução foi feita por Fábio M. Alberti, editora é a nova cultura.

Como peça teatral, o livro é composto por vários personagem que aparecem ou saem de cena de acordo com o Ato. O objetivo do livro é em contar um pouco da vida do espadachim e poeta Cyrano de Bergerac e o seu amor platônico pela prima.

Cyrano era um rapaz pobre e limitado no amor por acha-se feio, o seu nariz era muito grande e chamava atenção em todos os lugares que ia. Acredito que por Cyrano se sentir limitado no setor das conquistas amorosas acabou desenvolvendo habilidade, sensibilidade e criatividade nas questões ligadas a arte.

Como acreditava que o seu amor pela prima nunca seria correspondido por sua condição de feiura e pobreza, resolve se juntar a Cristiano, um rapaz belo e querido por todos, para juntos conquistarem Roxana: Cristiano através da aparência e Cyrano através da inteligência e o dom com as palavras. Segue trecho da combinação entre Cyrano e Cristiano.

“Terás para iludi-la inúmeros assuntos:

Dize: queres que nós a seduzamos juntos?

Queres sentir passar esta alma que te fala

De meu gibão grosseiro ao teu gibão de gala?”

 Dentre tantas manobras poéticas entre Cyrano e Cristiano para conquistar o coração de Roxana, Cyrano ajuda a concretizar o casamento de Cristiano e Roxana que não se consuma, pois logo após a cerimônia Cristiano vai diretamente para a tricheira de querra. Cyrano o acompanha com o intuito de cuidar do noivo para a prima e com a intenção, sem o conhecimento de Roxana, de mantém a correspondência amorosa entre os recém casados.

O enrredo da estória pode até ser engraçado, mas não tem um final feliz para Cyrano, pois apesar de Cristiano morrer na guerra, Cyrano não divulga nem o seu amor nem a farsa criada para conquistar Roxana, que triste pela perda do seu grande amor (aparência de um, palavras do outro) vai morar em um convento. Lá Cyrano a visita constantemente até a sua morte, Cyrano recebe   uma pancada na cabeça dias antes e mesmo assim, vai convalecendo visitar sua prima e seu grande amor, lá ele recita a última carta cujo remetente seria Cristiano, mas que o contéudo seriaescrito pelo próprio Cyrano.


Resenha escrita por Sueli Couto (Tema Nome Próprio/Fevereiro)

POLLYANNA - ELEANOR H. PORTER

Conheci Pollyanna através de um filme que assisti há muitos anos atrás e me encantei. Nesta época não tinha o hábito de ler, como agora e ao ter contato com o livro, imediatamente aproveitei a oportunidade de ler este clássico da literatura infantil, e fui lembrando cenas no filme, reacendendo a impressão de sentimentos de otimismo, amor, bondade e pureza que a personagem me passou naquela época. Regozijo em dose dupla: a leitura e a recordação de tão doce e ingênua idade.

 A história é sobre uma garotinha de onze anos, Poliana Whittier, que ao ficar órfã de pai e mãe, muda-se para casa de sua tia, Miss Polly,na pequena cidade Beldingsville. Miss Polly é uma mulher fria, que está apenas preocupada em cumprir com seu dever, que é cuidar de sua sobrinha.

A garotinha Pollyanna, faz amizade com todos da cidade e logo cativa as pessoas com a sua personalidade radiante, sua alma sincera, sua inocência, sua simpatia e uma alegria contagiante. Pollyanna transforma a vida daqueles que a conhecem e lhes ensina o “jogo do contente”, que modifica a forma de agir das pessoas, tornando-as mais felizes por encontrarem motivos para ficarem contentes até nos momentos mais difíceis. A concepção de Pollyanna é de que “Em tudo há alguma coisa de bom. A questão é descobrir onde está.” (p.29).

O “jogo do contente”, que ela faz questão de vivenciar e ensinar a todos , segundo a menina conta, foi ensinado por seu pai, para que ela aprendesse a sempre ver o lado positivo das coisas e a encontrar um motivo para ficar contente com qualquer acontecimento, pois, se as coisas podem não estar boas, poderiam ser piores, incutindo-lhe a idéia de que se deve dar valor ao que se tem, e,  não, a achar que a felicidade depende de ter tudo o que se deseja.

Com certeza esse livro é uma lição grandiosa de otimismo e quando o li me senti como se pudesse enfrentar tudo e todos com a mesma força de Pollyana e a lição que se abstrai é justamente no sentido de que é importante conhecer ou experimentar esse contentamento até com os dissabores da vida, pois sempre poderia se estar diante de uma experiência bem pior do que a vivenciada. É uma forma de ver a vida que não parece desarrazoada...

É um livro simples, cativante e apaixonante, que tem por ensinamento máximo, que o importante é estar bem e fazer os outros também se sentirem  bem.

Diante de tal obra, só posso indicá-la para todo tipo de leitor: crianças, jovens, adultos. Trata-se, a meu ver, de uma leitura indispensável para que aspira colher, nas páginas de um livro, mensagens de vida, de perseverança e de esperança.

Experimente ler o livro e praticar o jogo do contente! Faz um bem...


Resenha escrita por Andreia Morales (Tema fev/2012 - Nome Próprio)
Uma história assumidamente romântica.
O enredo do livro é simples, três homens, Cyrano, Cristian e o conde De Guiche interessam-se pela mesma mulher, Roxane, e tentam ganhar o coração dela, cada um a sua maneira. Cyrano ama-a profundamente, Christian está apaixonado por ela e De Guiche gosta dela mas, por ser um aristocrata, o quer quer mesmo é exibi-la na corte. 
Cyrano é um homem valente e um espadachim de raras habilidades,  era perdidamente apaixonado por sua prima Roxane, e tinha um nariz de o proporções consideráveis, o que o impedia de se declarar a sua amada. Mas através Cristian, a quem prometeu ajudar a conquistar Roxane, seu amor será revelado.



Tema: Nome Próprio
Mês: Fevereiro

Um pouco sobre o mim

Eu sou o (a): Nadiége Dourado Pauly-Silveira

Moro em (Cidade/Estado - UF): Franca-Araraquara/SP

Na net, você me encontra (Blog ou Site): Facebook
Neste mês, eu li:

Título: Pollyanna

Autor do livro: Eleanor H. Porter
Editora: Companhia Editora Nacional

Nº de páginas:181

Quando vi a capa do livro, o que mais chamou a minha atenção foi...

A simplicidade da personagem Pollyanna, mostrada também ao longo de toda a história.

O livro é sobre uma menina que ficou órfã e foi morar com sua tia, a única pessoa que lhe restara na família. Pollyanna, com seu jeito meigo encantou a todos com seu famoso “Jogo do Contente”, que consiste em tirar bom proveito de tudo o que acontece na vida, e a enxergar o lado bom de tudo e de todos e quando a menina sofreu um atropelamento todos que a conheceram a ajudaram a ver o lado positivo daquela situação.
 

Eu escolhi este livro porque desde pequena minha mãe sempre me disse que eu tinha que olhar a vida como a Pollyanna, tentando tirar o que cada situação poderia me trazer de melhor. A frase da minha mãe era “Veja o lado Pollyanna da vida.” Ela havia me contado a história, mas eu ainda não tinha lido e achei a que esse seria o momento ideal.

A leitura foi emocionante. Aprendi muito e fiquei muito feliz que o desafio literário tenha me despertado para essa leitura, que há muito tempo pensei em ler, mas acabei me esquecendo. 

Sem dúvida eu gostaria de ser mais Pollyanna em minha vida, e quero procurar exercitar mais o “Jogo do Contente” em todas as situações. Espero não me esquecer disso e não deixar que pequenos problemas tomem conta de tudo e me impeça de enxergar que tudo pode ser visto por outro lado, com uma visão mais positiva e com isso mais produtiva.

Aprendi muito com essa leitura, por isso gostaria de destacar vários trechos dos quais não quero me esquecer.

“Quando a gente não está acostumada a uma coisa aprecia mais, não é?”

“O Jogo do contente...
...O jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for...
...E quanto pior é o que acontece, tanto mais engraçado fica...
...Quando a gente quer uma coisa e encontra outra, esquece da primeira.”

“Em tudo há sempre uma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobri-la.”

“Mrs. Snow que já estava com cinqüenta anos e quase todo esse tempo passara ocupada em desejar as coisas que não tinha de modo a nunca lhe sobrar ocasião para gozar as que possuía.”
“(Jimmy)_Mas é natural. As coisas que a gente não conhece são sempre mais bonitas do que as coisas que a gente conhece.”

“(Nancy)_Mas se há gente no mundo que não tenha jeito para o jogo do contente, são os namorados. Vivem brigando, vivem tristes e emburrados...”

“Um pai, certa vez, disse ao seu filho Tom, que se havia recusado a encher a caixa de lenha para sua mãe, pela manhã: ‘Tom, estou certo que você sentirá prazer em juntar um pouco de lenha para sua mãe’. Tom, sem dizer palavra, retirou-se e trouxe a lenha. Por quê? Justamente porque seu pai deu a entender de modo claro que esperava dele uma ação boa. Suponham que esse pai dissesse: ‘Tom, ouvi dizer que você se recusou a trazer lenha para sua mãe e estou envergonhadíssimo de semelhante procedimento. Vá já e encha a caixa’. Eu garanto que a caixa de lenha estaria sem nada dentro até agora”.
“O que as criaturas querem é encorajamento. Em vez de censurar constantemente os defeitos dum homem, falai às suas virtudes. Procurai tirá-lo da senda dos maus hábitos. Sustentai, fortificai o melhor do seu eu, a parte boa que não ousou ou não pôde ainda manifestar-se. A influência dum belo caráter é contagiosa, e pode revolucionar uma vida inteira... As criaturas irradiam o que trazem no cérebro e nos corações. Se um homem se mostra gentil e serviçal, os seus vizinhos pagarão na mesma moeda e com juros... Quem procura o mau, esperando encontrá-lo, certo que o encontra. Mas quando alguém procura o bom, certo de encontrá-lo, encontra o bom... Dize ao teu filho Tom que sabes que ele ficará contente de encher a caixa de lenha para sua boa mãe e veja como Tom parte satisfeito e interessado no serviço”.

“Em todas as coisas há sempre alguma que ainda podia ser pior”. 

A nota que eu dou para o livro:
        
5 – Adorei o livro, e eu já imaginava que iria gostar, afinal cresci ouvindo para me comportar como a Pollyanna, e acho que mesmo lendo só agora acho que sempre tive um pouco de Pollyanna em mim, com relação a tudo. Sempre espero o melhor!!! Espero que isso nunca mude!!!



Resenha escrita por Sueli Couto (Tema Nome Próprio- Fevereiro)


Eu sou super fã de Jane Austen, amo seus livros e os filmes que foram feitos a partir deles.


É sempre muito agradável e prazeroso ler suas histórias. Comecei a ler Emma norteada pelo interesse no trabalho de Jane Austen, todavia, a história se mostrou cansativa e longa, com inúmeras cenas e diálogos desnecessários, principalmente onde as conversas giram em torno de outras pessoas e leituras repetitivas de cartas.

No romance, Emma Woodhouse é jovem, bonita, inteligente e rica, sendo a mais nova de duas irmãs, e, por ser solteira mora com seu pai. A irmã mais velha, Isabella, é casada com John Knightley, irmão mais moço de George Knightley, vizinho e muito amigo de Emma. A governanta de Emma, Miss Taylor, casa-se com um viúvo, o Sr. Weston, pai do jovem Frank Churchill. Emma passa seu tempo ocioso planejando casamento para as pessoas que a rodeiam e resolve servir de casamenteira para sua amiga Harriet, filha de um nobre desconhecido. Embora Harriet goste do fazendeiro Robert Martin, Emma resolve aproximar Harriet de melhores partidos, primeiramente com Mrs. Elton, o pastor local e em seguida com Frank Churchill. Mas o pastor está interessado em enriquecer através do casamento, e Frank esconde um romance com Jane Faifax.


Emma não demonstra interesse pelos homens que conhece e não se apercebe de que está atraída por George Knightley até o momento em que Harriet confessa sua admiração por ele.

Ao descobrir que sempre amou o Sr. Knightley e que a possibilidade de que ele possa a vir se casar com alguém que não seja ela mesma a deixa triste, ansiosa e inquieta por não ter percebido que ele era o seu amor verdadeiro.

Durante a leitura dá para perceber o amadurecimento da Emma, uma personagem com muitos defeitos: infantil, egoísta, esnobe, preconceituosa, intrometida e mimada. Ela se acha superior aos outros por sua beleza, riqueza e por sua inteligência. Seu pensamento é no sentido de que, estando acima dos outros, pode e deve ajudar a todos, querendo eles ou não. Com o tempo e os acontecimentos, ela reconhece seus erros e aprende com eles. Entende que, apesar das boas intenções, não pode brincar de fantoche com as pessoas a seu bel prazer.

Enfim a história em si é bonita como deve se esperar de Jane Austen, que eu adoro, mas ela teria um melhor efeito se fosse menor, não tão explicativa, cansativa.


 Resenha escrita por Sueli Couto (Tema Nome Próprio - FEVEREIRO)

ABEL E HELENA DE ARTUR AZEVEDO – LIVRO 3

Escolhi ler, como livro reserva Abel e Helena, uma peça cômica e lírica, por fazer muitos anos que
não lia um exemplar da literatura brasileira e fazer jus ao objetivo do desafio, que é de ler temas nos
quais não temos tanto interesse ou costume de ler.

 
Achei a peça muito divertida, ela tem vários personagens (mais de 12), com descrição detalhada
de todas as cenas, além de ágil e de fácil leitura.


A peça começa com homenagens e mimos a Cascais, vigário da freguesia, em forma de flores, raminhos e velas, o que o entristece, pela pobreza das ofertas tão diferentes dos tempos de outrora.  E a partir daí tudo gira em torno do amor de Abel e Helena, que terão a ajuda do vigário para realizar seus planos.

Helena, filha do fazendeiro Nicolau, reclama ao vigário sua proteção, pois quer casar e para isso escolheu Abel, um professor por quem se apaixonou. Helena deseja proteção do vigário para que ele a ajude dando recomendação de Abel, já que ele é muito pobre e o seu padrinho e tutor quer ver-lhe casada com um sujeito rico. Como Vossa Reverendíssima exerce influência em dindinho, ela lhe pede ajuda e no auge do desespero ameaça se matar, caso dindinho não consinta no seu casamento com Abel.


Abel chega à casa de Cascais antes da carta de recomendação do irmão do vigário, apresentando o professor e pedindo ajuda em relação ao romance dele com Helena. O vigário explica que é muito difícil vencer seu oponente no amor, pois Nicolau, padrinho e tutor de Dona Heleninha, sempre vence.  O reverendo aconselha Abel a aproveitar uma viagem de Nicolau e tirar Helena de casa e ele os casará.


Abel e Helena se encontram sempre acompanhada de Marcolina, sua mucama, e conversam sobre uma possível fuga para bem longe... Helena fica dividida entre o amor a Abel e sua gratidão pelo padrinho a quem deve tantos favores, a quem respeita e que, apesar da vontade que quer exercer em seu destino, ama-a  como se fosse seu pai.


Abel, contudo, pondera sobre sua posição como seu amante, e tudo pelo que passará, ao abandonar a corte e ir atrás dela, prestando um exame para um concurso, quando nem entende nem de gramática.


Todos se reúnem para a festa literária na casa do Senhor Pantaleão de los Rio, o delegado literário da freguesia. Trata-se de uma festa consagrada às coisas da inteligência em que todos, sem distinção alguma, serão igualmente admitidos e participam de três provas: decifrar uma charada, responder a uma pergunta enigmática e glosar um mote.


Após algumas confusões onde cada um quer se exibir, principia a luta da inteligência. Abel é quem acerta tudo e ganha às três provas, despertando alegria de Helena e desconfiança de Nicolau.

Por ganhar o premio ele é convidado a jantar na casa de Helena e já imaginam dar continuidade aos planos de fuga e casamento. No meio da festa literária, Nicolau recebe o feitor da fazenda que lhe avisa sobre um levante, pedindo sua presença para resolver.

Helena ao ficar sozinha trava uma luta interna entre o amor e o dever, fica pensativa e sem saber se deve ou não fugir, falando a Abel ela de sua hesitação. Abel reage mal, fica bravo e vai embora.


Como algumas visitas ainda permanecem na casa, Helena tem que disfarçar suas dúvidas e medos. O padre, ao perceber seu estado emocional quer saber o que decidiram, Helena fala do quanto é difícil abandonar a casa em que mora e seu dindinho. As visitas estão a jogar e Helena resolve participar para se distrair.


A partir daí a cena descreve o jogo entre eles, muita confusão, valentia e trapaças.


Helena novamente conversa com o vigário e ele lhe diz para não hesitar e não se preocupar com o dindinho. Abel volta e a convence que a ama, não a abandonará e a protegerá sempre. Quando estão prontos para fugir eis que chega Nicolau, ela disfarça, faz muitas perguntas sobre o levante mas ele percebe o plano de fuga e se recusa a dá-la em casamento, expulsando Abel. Depois decide enviar sua afilhada para a corte, em companhia de um frade que a levará para um convento de freiras.


Mas o vigário resolveu ajudá-los e armou um plano em que Abel poderia muito bem passar por um frade barbadinho e se empenha na armação de uma farsa. Helena não sabe do plano e se entristece com seu destino...


Durante os últimos versos, um trem de ferro vem da esquerda e para em frente à estação. Entre alguns passageiros que saem e desaparecem, desce à cena Abel, disfarçado em frade. Barbas longas e grisalhas, óculos e capuz. E leva Helena. Quando o trem começa a partir ele tira a barba e todos aplaudem menos o Alferes que puxa pela espada e corre atrás do trem. Nicolau cai fulminado por um ataque de apoplexia. Muitos apoiam o casal apaixonado e outros prometem vingar Nicolau e tudo vira uma grande confusão divertida dos partidários de Abel e Helena e dos de Nicolau.