Resenha por Liliam Silva.
Livro “Dexter: a mão esquerda de Deus”, autor: Jeff Lindsay, editora Planeta, tradução: Beatriz Horta, 8⁰ edição.
O livro conta a história de Dexter um serial killer frio e calculista um tanto diferente.O texto é narrado em primeira pessoa, onde Dexter relata a sua história de vida de acordo com os acontecimentos atuais. O livro é dividido em 27 cápitulos, onde alguns cápitulos fazem uma retrospectiva ao passado para que o leitor compreenda o surgimento do gosto e “encantamento” pela morte.
A estória se passa em Miami, onde Dexter nasceu e foi criado, ele trabalha em um laboratório de perícia criminal e é especilaista em sangue, ou melhor, perito em esguicho de sangue. Sua irmã também policial Deborah, faz parte da trama e com a ajuda e dicas de Dexter montam estrátegias para que a mesma seja promovida.
Os outros personagens envolvidos no enredo são a chefe de Dexter a detetive LaGuerta e a equipe de policiais, dentre eles Doakes que desconfia que Dexter esconde quem realmente é.
Por ser um serial killer Dexter se identifica com outros matadores em série e consegue contribuir muito com as investigações, muitas vezes até prevendo as ações dos assassinos. Com isso, a cautela e o anonimato são partes essênciais de sua personalidade, pois qualquer indicio maior de conhecimento ou exposição de suas “habilidades” , podem trazer consequências drásticas para a sua identidade secreta.
Gostei bastante da leitura principalmente pela narrativa em primeira pessoa, o aproveitamento só não foi melhor, pois, a série de TV foi bem fiel ao livro então eu já sabia o que encontraria nos cápitulos posteriores.
O livro é recomendado para quem gosta de livros policiais, investigativos e de serial killer, a leitura flui muito bem, além dos fatos mórbidos sobre a morte e os assassinatos, o texto também apresenta um fundo de divertimento e comédia se compararmos a capacidade de assimilação e conclusões de Dexter aos outros policiais do destrito.
Jeff Lindsay autor de “Dexter: a mão esquerda de Deus” também é autor de outros livros da série Dexter e atualmente vive na Flórida com sua esposa e três filhas.
Resenha (Tema Serial Killer, Março 2012)
Por Andreia Morales Cucio
As Esganadas – Jô Soares
Uma série de homicídios choca a cidade do Rio de Janeiro em 1938. Desde o inicio do livro conhecemos o assassino, que além de muito esperto possui uma característica física rara, e os motivos que o levam a cometer tais crimes.
O serial killer tem como alvo mulheres gordas que são atraídas por seus dotes da cozinha portuguesa. As vitimas morrem esganadas por sua própria gula e depois são expostas em lugares públicos.
Para solucionar o crime, uma brilhante equipe da policia carioca é destacada para a missão. Um delegado ranzinza, Noronha, um auxiliar medroso,Calixto, um ex-inspetor português, Esteves, e uma jovem repórter, Diana. É em torno das tentativas, dessa equipe, de solucionar os crimes e encontrar o criminoso que o enredo se desenrola.
Uma historia leve e cômica onde o objetivo não é identificar o serial killer, mas se divertir com o inspetor Tobias Esteves.
As Esganadas – Jô Soares
Uma série de homicídios choca a cidade do Rio de Janeiro em 1938. Desde o inicio do livro conhecemos o assassino, que além de muito esperto possui uma característica física rara, e os motivos que o levam a cometer tais crimes.
O serial killer tem como alvo mulheres gordas que são atraídas por seus dotes da cozinha portuguesa. As vitimas morrem esganadas por sua própria gula e depois são expostas em lugares públicos.
Para solucionar o crime, uma brilhante equipe da policia carioca é destacada para a missão. Um delegado ranzinza, Noronha, um auxiliar medroso,Calixto, um ex-inspetor português, Esteves, e uma jovem repórter, Diana. É em torno das tentativas, dessa equipe, de solucionar os crimes e encontrar o criminoso que o enredo se desenrola.
Uma historia leve e cômica onde o objetivo não é identificar o serial killer, mas se divertir com o inspetor Tobias Esteves.
Nome Próprio (de pessoas) – existem personagens cujo imenso carisma ganha logo destaque na capa de um livro. E a regra do mês é essa: só vale livros cujo título seja um nome próprio - e apenas ele -, exemplo: Quincas Borba, Benjamin, Emma. Vai ser divertido e muito fácil caçar títulos do tipo; seja na estante de casa, de uma livraria ou de uma biblioteca. ATENÇÃO: apenas nome próprio de pessoas!
1) O autolink como próprio nome o diz é destinado a inclusão de links/URL. No DL é utilizado somente para inclusão dos links da resenhas feitas para o desafio literário. É permitida a inclusão de links das resenhas feitas no SKOOB.
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3) No segundo campo, coloque o seu email. Ele não será divulgado.
4) No terceiro campo, coloque o link/url da resenha. Coloque o endereço da postagem e não o do blog.
5 ) Para identificar a leitura de mais de um livro, coloque depois do seu nome o termo “segundo livro” ou “lterceiro livro”, etc.
6) Por uma questão de ordem, posts que não contenham a resenha do livro lido serão excluídos.ão
7) Por favor, não postem resenhas dos desafios anteriores aqui. Enviem-nas para o email desafioliterario[arroba]gmail[ponto]com. Obrigada.
Obrigada!
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Autolink encerrado. Resenhas referentes ao tema Nome Próprio devem ser entregues no email desafioliterario[arroba]gmail[ponto]com.
Tábata, querida, o DL só ganha ao tê-la como nossa colaboradora. Muito obrigada!
Pessoal, leitores e/ou colecionadores, o lance é o seguinte: a cada desafio, dois participantes serão contemplados com o marcador de página do Happy Batatinha (blog da Tábata). Veja só!
Super bacana, não?
E os contemplados são:
Sharon Caleffi e Maylee-Chan!
Caríssimas, parabéns! E, por favor, enviem os seus dados de endereço para o email desafioliterario[arroba]gmail[ponto]com. Estamos no aguardo.
A numeração do sorteio é de acordo com a ordem de participação no autolink. Vide autolink de janeiro: http://desafioliterariobyrg.blogspot.com/2012/01/janeiro-literatura-gastronomica.html
Aqui o provérbio "comida sem caldo, papo dessecado" não tem vez. Às voltas com um começo culinário, o DL se tornou "Panela de muitos, cozida e bem comida". Afinal, o assunto rendeu. E o que se leva dessa história é que "tanto a leitura, como a comida, não alimenta senão digerida".
Começamos bem, com 247 resenhas, opiniões ou impressões de leitura, como preferir. Vale destacar os campeões de leitura: Julie & Julia, de Julie Powell e Como água para chocolate de Laura Esquivel foram lido 33 vezes. Luís Fernando Veríssimo continua sendo um querido da galera. Emplacou bem os livros O clube dos anjos e A mesa voadora. Segue o gráfico:
Abro um parentêsis para um pedido de desculpas aos participantes. Gostaria de ter comentados todas as resenhas que li. Saltava aos olhos o entusiasmo, o cuidado, o zelo crítico presente em cada texto. Mas, entre ler as resenhas e registrar cada leitura no controle de acompanhento do DL, os comentários viraram artigos de luxo. Espero que em fevereiro isso possa ser sanado para que o trabalho de vocês recebam a consideração devida.
Como de praxe, segue a lista dos destaques da rodada:
Amanda Löwenhaupt - 12 livros lidos
Shirlei Mello - 7 livros livros lidos
Laura Cunha - 5 livros livros lidos
Laura Cunha - 5 livros livros lidos
Luma Kimura - 5 livros lidos
Mariana Maia (Maylee-Chan) - 5 livros lidos
Rafaela Marinho - 5 livros lidos
Letícia Guedes - 4 livros lidos
Priscila Sganzerla - 4 livros lidos
Se o nome de quem leu mais de três livros não aparecer na lista, ou
se houver algum outro erro no cômputo, por favor, avise-nos. Teremos o
maior prazer em reparar o erro.
Penso ser útil compilar em um só lugar os livros lidos no mês de
janeiro. Assim, montamos esse guia
temático para aquele que, assim o quiser, possa pesquisar e
escolher uma leitura dentre os títulos expostos abaixo:
- Papel Manteiga Para Embrulhar Segredos, da Cristiane Lisbôa
- The Unofficial Harry Potter Cookbook, da Dinah Bucholz
- O clube das chocólatras, de Carole Matthews
- Julie & Julia, de Julie Powell
- Mil dias em Veneza, de Marlena de Blasi
- A mesa voadora, de Luís Fernando Veríssimo
- A mesa voadora, de Luís Fernando Veríssimo
- Mil dias na Toscana, de Marlena de Blasi
- A sopa de Kafka, de Mark Crick
- Homens, mulheres e chocolate, de Menna Van Praag
- Como água para chocolate de Laura Esquivel
- O pão da amizade, de - Darien Gee
- Pão de mel, de Rachel Cohn
- A ponte das turquesas, de Fernanda de Camargo-Moro
- A morte do gourmet, de Muriel Barbery
- Fama à Mesa, de Fabiano Dalla Bona
- Cup Cake, de Rachel Cohn
- O clube do biscoito, de Ann Pearlman
- Chocolate Amargo - Uma Autobiografia, de Gordon Ramsay
- Nanny Ogg's Cookbook, de Terry Pratchett
- Comer, rezar, amar, de Elizabeth Gilbert
- A peleja do alecrim com o coentro e outros causos culinários: receitas e cordel, de Tatiana Damberg
- Chocolate, de Joanne Harris
- A Dieta das Chocólatras , de Carole Matthews
- Destrinchando, de Julie Powell
- Escola dos Sabores, de Erica Bauermeister
- As Revelações Picantes dos Grandes Chefs, de Irvine Welsh.
- O pedante na cozinha, de Julian Barnes
- Bon Appétit - French Twist Series, de Sandra Byrd
- Amei, perdi, fiz espaguete, de Giulia Melucci
- Literatura e Gastronomia - Um casamento perfeito, Fabiano Dalla Bona
- Eu odeio cozinhar - receitas fáceis para quem tem mais o que fazer, de Peg Bracken
- Uma vegetariana no açougue, de Tara Austen Weaver
- A Cozinha de Francesca, de Peter Pezzeli
- Sangue, Ossos & Manteiga, de Gabrielle Hamilton
- Cozinha Confidencial: Uma Aventura Nas Entranhas da Culinária, de Anthony Bourdain
- A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Roald Dahl
- Clube do Jantar, de Jessie Elliot
- Cozinheiros demais - Rex Stout
- Como cozinha um lobo, de MK Fisher
- Escoffianas Brasileiras, de Alex Atala
- Candidíase - A Praga, de Sônia Hirsch
- O rapto das cebolinhas, de Maria Clara Machado
- Chez Moi, de Agnes Desarthe
- Quem disse que cozinha não é lugar de homem?, de Lourivaldo Baçan
- Encantos do Jardim, de Sarah Addison Allen
- Conforte-me com Maçãs, de Ruth Reichl
- Sabor de sangue e chocolate, de Helena Gomes
- Um cientista na cozinha, de Hervé This
- Charlie e o Grande Elevador de Vidro, Roald Dahl
- Cinco Quartos da Laranja, de Joanne Harris
- Céu da boca - lembranças de refeições da infância, de Edith M. Elek
- A parte mais tenra - um saboroso aprendizado de vida, de Ruth Reichl
- Memórias Gastronômicas de Alexandre Dumas
- Uma história comestível da humanidade, de Tom Standage
- Ishq & Mushq - Amor & Cheiro, de Priya Basil
- Pegando Fogo! Como Cozinhar nos tornou humanos, de Richard Wrangham
- Amores e Amoras - Jude Deveraux
- O Não me Deixes: suas histórias e sua cozinha , de Raquel de Queiroz
- Baunilha e chocolate, de Sveva Casati
- L’Écume des Jours, de Boris Vian
- Porque as Chinesas não contam Calorias de Lorraine Clissold
- O Rei dos Chefs, de Kenneth James
- Gourmet Rhapsody, de Muriel Barbery
- A Senhoras das Especiarias, de Chitra Divakaruni
- Aprendiz de Cozinheiro, de Bob Spitz
- Jogando por Pizza, de John Grisham
- Assando Bolos em Kigali , de Gailen Parkin
- O Grande Livro da Comida: Perdidos na Ilha entre o Terror e o Fogão, de Viviane Ka
- O Último Charuto no Arabs Szürke - Gyula Krúdy
Resenha escrita por Amanda Cristina do Vale.
Marina
Carlos Ruiz Zafón
Surpreendente
O livro conta a história de Óscar, um adolescente solitário que vive em um colégio interno e seus pais nunca o visitam, estão sempre ocupados. Um dia,
passeando pelas ruas de Barcelona, Óscar, por causa de sua curiosidade, entra em um casarão e lá conhece os donos da casa, Marina e seu pai, Gérman. Óscar
encontra neles a família que ele não tem.
Juntos, Óscar e Marina vivem aventuras inacreditáveis, que o autor narra com muito suspense.
No livro pode-se observar duas histórias diferentes: a paixão de Óscar por Marina, a vivência dos dois no casarão e a busca deles por explicações para uma
série de acontecimentos estranhos, que começam com uma mulher de vestimentas negras visitando um cemitério.
Comecei a ler o livro sem saber do que se tratava, eu imaginava que seria mesmo um romance, mas apenas narrando a paixão de dois adolescentes. Surpreendi-me
com tanto suspense, que prendeu muito minha atenção. O livro é muito bem escrito, os personagens são envolventes. Foi o primeiro livro que li do Zafón e já
estou ansiosa para ler outros.
Por Sueli Couto
CLARA DOS ANJOS - LIMA BARRETO - LIVRO 4
Este romance de Lima Barreto passa-se no subúrbio carioca e ele o descreve com riqueza de detalhes tanto nos ambientes como a vida das pessoas que ali vivem. Apresenta o advento dos “bíblias”, os protestantes e sua forma muito eloquente e tenaz de conquistar novos fiéis para seu culto. É um romance profundo e denuncia toda espécie de injustiças praticadas contra os menos desprovidos financeiramente, os humildes. É carregado de referencias sobre o preconceito racial.
Clara é uma mulata jovem, pobre, humilde, ingênua, que vive no subúrbio carioca com seus pais, Joaquim e Engrácia. Joaquim era carteiro, tocava flauta, gostava de violão, compunha valsas, tangos e acompanhamentos de modinhas. Não gostava de sair de casa e sua diversão era passar as tardes de domingo jogando solo com seus dois amigos: o compadre Marramaque e o português Eduardo Lafões.
Clara tinha 17 anos, era tratada com muito desvelo, recato e carinho pelos pais e como eles não gostavam de sair de casa, quando ela raramente saia era sempre acompanhada pela vizinha, Dona Margarida, uma viúva muito séria.
Apesar das cautelas e cuidados da família, Clara é iludida e seduzida por um rapaz de classe media carioca. Os dois se conhecem quando ele, cantor de chorinho, vai tocar no dia de seu aniversário em sua casa. Cassi não era belo e nem virtuoso do violão, mas canta dengoso, meloso e a seduz.
O padrinho Marramaque, que já lhe conhecia a fama, tenta afastá-lo de Clara quando percebe seu interesse. Na festa de aniversário da afilhada, recita e provoca Cassi, deixando claro que ele não é bem-vindo ali. Cassi também antipatiza com Marramaque e sabia que ele percebe seus maus propósitos em relação a Clara. Cassi enche-se de fúria e vinga-se de modo violento: se junta a um capanga e ambos assassinam Marramaque. Clara, logo desconfia do rapaz, mas o perdoa, pois ele diz que matou por amor a ela.
Clara na ingenuidade de sua idade e na falta de contato com o mundo, concluía que Cassi era um rapaz digno e podia bem amá-la sinceramente.
Malandro, mau caráter e perigoso, Cassi já havia se envolvido em problemas com a justiça antes, mas sempre fora acobertado pela sua família, especialmente sua mãe, que não queria que fosse preso.
Clara engravida e Cassi Jones desaparece. Ela pensa em morrer, abortar mas convencida pela vizinha, dona Margarida, vão procurar a família de Cassi e pedir “reparação do dano”. A mãe do rapaz humilha Clara, mostrando-se profundamente ofendida porque uma negra quer se casar com seu filho.
E, na cena final, ao relatar o que se passara na casa da família de Cassi Jones para a sua mãe, conclui, em desespero, como se falasse em nome dela e de todas as mulheres em iguais condições: “— Nós não somos nada nesta vida.”
Este romance de Lima Barreto passa-se no subúrbio carioca e ele o descreve com riqueza de detalhes tanto nos ambientes como a vida das pessoas que ali vivem. Apresenta o advento dos “bíblias”, os protestantes e sua forma muito eloquente e tenaz de conquistar novos fiéis para seu culto. É um romance profundo e denuncia toda espécie de injustiças praticadas contra os menos desprovidos financeiramente, os humildes. É carregado de referencias sobre o preconceito racial.
Clara é uma mulata jovem, pobre, humilde, ingênua, que vive no subúrbio carioca com seus pais, Joaquim e Engrácia. Joaquim era carteiro, tocava flauta, gostava de violão, compunha valsas, tangos e acompanhamentos de modinhas. Não gostava de sair de casa e sua diversão era passar as tardes de domingo jogando solo com seus dois amigos: o compadre Marramaque e o português Eduardo Lafões.
Clara tinha 17 anos, era tratada com muito desvelo, recato e carinho pelos pais e como eles não gostavam de sair de casa, quando ela raramente saia era sempre acompanhada pela vizinha, Dona Margarida, uma viúva muito séria.
Apesar das cautelas e cuidados da família, Clara é iludida e seduzida por um rapaz de classe media carioca. Os dois se conhecem quando ele, cantor de chorinho, vai tocar no dia de seu aniversário em sua casa. Cassi não era belo e nem virtuoso do violão, mas canta dengoso, meloso e a seduz.
O padrinho Marramaque, que já lhe conhecia a fama, tenta afastá-lo de Clara quando percebe seu interesse. Na festa de aniversário da afilhada, recita e provoca Cassi, deixando claro que ele não é bem-vindo ali. Cassi também antipatiza com Marramaque e sabia que ele percebe seus maus propósitos em relação a Clara. Cassi enche-se de fúria e vinga-se de modo violento: se junta a um capanga e ambos assassinam Marramaque. Clara, logo desconfia do rapaz, mas o perdoa, pois ele diz que matou por amor a ela.
Clara na ingenuidade de sua idade e na falta de contato com o mundo, concluía que Cassi era um rapaz digno e podia bem amá-la sinceramente.
Malandro, mau caráter e perigoso, Cassi já havia se envolvido em problemas com a justiça antes, mas sempre fora acobertado pela sua família, especialmente sua mãe, que não queria que fosse preso.
Clara engravida e Cassi Jones desaparece. Ela pensa em morrer, abortar mas convencida pela vizinha, dona Margarida, vão procurar a família de Cassi e pedir “reparação do dano”. A mãe do rapaz humilha Clara, mostrando-se profundamente ofendida porque uma negra quer se casar com seu filho.
E, na cena final, ao relatar o que se passara na casa da família de Cassi Jones para a sua mãe, conclui, em desespero, como se falasse em nome dela e de todas as mulheres em iguais condições: “— Nós não somos nada nesta vida.”
