Top 3 Livros do Mês

Neste mês de Março, 31 pessoas leram a fábula A Revolução dos Bichos de George Orwell, que ganhou a medalha de ouro do livro mais lido no mês. O emocionante Marley & Eu de John Grogan, ficou com a prata, sendo lido 14 vezes. O bronze ficou com A Maldição do Tigre, de Colleen Houck, que foi lido por 9 participantes.


Top 3 Autores do Mês

Colleen Houck foi a grande vencedora com 3 livros lidos. Jack London, Kathryn Lasky e Sara Gruen empataram no segundo lugar com 2 livros cada. Não houve um terceiro lugar.*


As Participações

Foram 149 resenhas escritas e 55 livros lidos. Os animais arrasaram nesse mês por aqui! :)


Outros Números

★ A Revolução dos Bichos obteve o 31º lugar na lista dos melhores romances do século XX;

★ "Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo." Esse é o dos 7 Mandamentos da Fazenda dos Bichos;

1945 é o ano em que A Revolução dos Bichos foi escrito;

★ Marley, que pesava 43 quilos, viveu até os 14 anos. 

 Ren, o tigre da órfã Kelsey em A Maldição do Tigre, é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos.

 O livro A Maldição do Tigre é o de uma trilogia, seguido por O Resgate do Tigre e A Viagem do Tigre e teve seus direitos de adaptação para o cinema vendidos para a Paramount.

* levamos em conta aqui, a quantidade de diferentes títulos escritos por um mesmo autor.



Os livros mais lidos* nesse mês de Março de 2013, que teve como tema Animais Protagonistas, foram (em ordem alfabética):

A Arte de Correr na Chuva de Garth Stein - 5 leituras
A Maldição do Tigre de Colleen Houck - 9 leituras
A Metamorfose de Franz Kafka - 4 leituras
A Revolução dos Bichos de George Orwell - 31 leituras
A Viagem do Elefante de José Saramago - 5 leituras
Caninos Brancos de Jack London - 4 leituras
Dewey, Um Gato entre os Livros de Vicki Myron - 4 leituras
Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach - 5 leituras
Marley & Eu de Jonh Grogan - 14 leituras

* neste mês, entraram para esta lista, os livros lidos por 4 participantes ou mais.



Em sessão extraordinária, o DL tem a honra de apresentar o livro “Os Herdeiros dos Titãs -  de lutas e ideiais”, de Eric Musashi.

Os Herdeiros dos Titãs é o primeiro livro de uma dualogia que, ao modo de romance de fantasia, descortina um rico universo fictício inspirado em referências histórico-culturais e mitológicas de algumas civilizações antigas.

Em Grabatal, o Reino de Atala, instala-se um governo cuja prática dos maus costumes e da injustiça desencadeia a ruína moral e, por conseguinte, o enfraquecimento do espírito nacional. 
Sob esse pano de fundo, insurge-se uma tragédia familiar em que um sacrifício humano ordenado por Quetabel, rainha de Catebete (capital do Reino de Atala), coloca no centro dos fatos os personagens Téoder e Arion; pai e filho respectivamente.  Tal acontecimento é responsável pela distância relacional entre pai e filho. Ao longo da narrativa, vamos conhecendo o feitio moral de ambos os personagens bem como as suas motivações e anseios. Assim, constatamos que não apenas a correspondência sanguínea e genética explicam os laços de continuidade de pai para filho, mas a inequívoca vocação guerreira.

Téoder, é o Beli-mor (uma espécie de prefeito, juiz e chefe militar) de Catebete. Valente de caráter nobre, Téoder representa a integridade que a rainha Quetabel, pela fealdade de seu espírito corrupto, não pode respeitar, compreender e alcançar. Por não se deixar subjugar pelo poder e beleza extraordinária de Quetabel, torna-se alvo da obsessão dessa mulher rejeitada e inescrupulosa; sendo, com isso, obrigado a fazer a clássica “escolha de sofia”.  Escolha essa que o leva, a partir de então, a carregar uma culpa e dor indizíveis.

Arion, filho de Téoder, jovem idealista e revolucionário, abomina o reino que o seu pai, por força do ofício, representa. Tendo perdido a segurança do lar, ele leva uma vida nômade amparado por uma pequena rede de amigos conquistada nas duras lutas contra o sistema e em suas consequentes fugas. O caminho de Arion é quase biográfico. É possível perceber as mudanças de fases pelas quais atravessa até alcançar o amadurecimento pessoal. É bonita de ver a trajetória íntima do personagem. Vemos em Arion a criação de um destino em que o confronto com os medos mais íntimos e a necessidade de fazer suas próprias escolhas formam nele o homem e o seu caráter.

Nesse universo cheio de símbolos e significados, aproximar-se da história é como adentrar em um mundo perto e ao mesmo tempo distante.

Perto porque, mesmo  lançando mão da fantasia épica, Musashi  cria um mundo que não se distancia da realidade. É nítida a correspondência com o contemporâneo. Assim como na esfera do real,  o espírito dos tempos com a sua agenda cultural, religiosa,  política e social balizam os nossos hábitos e modos de viver e pensar, o romance expõe um espírito de época que muito reflete situações e dilemas vivenciados ainda hoje. De modo que as inquietações formuladas nas experiências, diálogos e pensamentos dos personagens ajudam-nos a pensar e a confrontar a realidade que aí está.

Distante porque lê-lo é como estar diante de uma descoberta arqueológica de uma cultura totalmente desconhecida, com os seus enigmas e mistérios a decifrar. Dentro desse universo, somos estrangeiros, de modo que se requer um tempo de adaptação para se familiarizar com as terminologias novas referentes à contagem do tempo,  às direções geográficas, entre outras práticas que fogem aos nossos costumes. Mas, essa adaptação ocorre rapidamente, pois o modo fluente com que a narrativa é contada conquista-nos o ânimo. Logo, torna-se difícil interromper a leitura. Um capítulo chama o outro, e cada episódio torna-se convite franco e aberto para o interesse.

A meu ver, “Os Herdeiros dos Titãs – Lutas e Ideais” não se encaixa em rótulos.  Há a linha romântica, há a linha fantástica, há a aventureira (a la capa e espada) e há um quê de romance de formação. A forma como Mushashi cria e ambienta a sociedade daquela época não se circunscreve a uma faceta só. Como em qualquer sociedade, a globalidade e diversidade do corpo social, com suas mentalidades e filosofias, desfiam narrativas coletivas e individuais distintas. Cada personagem conta a história à sua maneira. Trama e subtramas contribuem para forjar as razões e motivações que levaram os homens e as mulheres daquele tempo e lugar a pensarem, agirem e sentirem da forma como o fizeram.  A propósito, convém dizer que, embora dos fatos da narrativa infira-se a vingança, é no caminho da esperança e dos ideais  que  se constrói o legado dos valentes.

No mais, vale mencionar o que os seus olhos já registraram. A bela capa de Luis Felipe Camargo. A ilustração expõe logo de cara e, com muita poesia, o senso do desalento, da melancolia e da tristeza. Mas, a mistura das cores é confortante, inspiradora e está ali a prometer uma boa história. Se a capa nos laça pela via da curiosidade, a trama bem orquestrada nos prende pela via do prazer.  E a leitura passa ligeira, ligeira.

No contexto do DL, a leitura  é indicada para os temas de janeiro (Tema Livre), Agosto (Vingança) e Outubro (Histórias de superação).

Em tempo: 

"Os Herdeiros dos Titãs - A Mão do Destino" é o próximo livro da dualogia.

Para saber maishttp://osherdeirosdostitas.blogspot.com.br

NOVIDADE!  O autor Erik Musashi irá presentear um dos participantes do desafio de Abril com o livro “Os Herdeiros Titãs – Lutas e Ideais”. Não é uma beleza de notícia? 





Março -  Animais Protagonistas



Após as festas de fim de ano e o carnaval, quando a vida é retomada de fato, devemos ler obras cujos personagens protagonistas são os animais. Vale dizer que eles podem até compartilhar a posição de personagem principal com outros personagens humanos, mas nunca estando em menor destaque.




REGRAS PARA PREENCHIMENTO DO AUTOLINK 
1) O autolink como próprio nome o diz é destinado a inclusão de links/URL. No DL  é utilizado somente para inclusão dos links das resenhas feitas para o desafio literário. 

2)  No primeiro campo, coloque o link/url da resenha. Coloque o link da postagem e não o do blog. 
3) No segundo campo, siga o esquema abaixo: 
"Titulo do livro", de Autor De Tal (Nome do resenhista)" 
Caso leia mais de um livro: 
"Titulo do livro", de Autor De Tal (Nome do resenhista 2)" 
"Titulo do livro", de Autor De Tal (Nome do resenhista 3)"

Identifique-se sempre da mesma forma, isto é, não poste ora com o nome, ora com o sobrenome ou um apelido. Facilite o nosso trabalho, people! 
4) No terceiro campo, coloque o seu email. Ele não será divulgado. 

5) Por uma questão de ordem, posts que não contenham a resenha do livro lido serão excluídos.

6) Por favor, NÃO postem resenhas dos desafios anteriores aqui. Enviem-nas para o email "desafioliterario[arroba]gmail[ponto]com".

Obrigada.
Atenção! O autolink fecha dia 01/04/2013 à 01 hora da madrugada. Por favor, após essa data, entregue as resenhas em atraso para o email do desafio literário ou deixe o link  da resenha nos comentários do blog. Para ambos os casos, coloque as informações como se fosse publicar diretamente no autolink, a saber:

1) Url da postagem da resenha
2) "Titulo do livro", de Autor De Tal (Nome do resenhista 2)"
3) Email






Ilustração: Mr. Owl by Leanne Gilroy

Agora é a vez dos animais animados pelo papel, tinta e, claro, pela mente do escritor. Tema bem propício para a era da revolução cultural e de pensamento em prol dos direitos animais, não acham? Bem, seja para atuar como um disfarce para verdades e críticas dos absurdos da realidade cotidiana ou para manifestar o ativismo contra os maus tratos aos animais, há muitas boas leituras a escolher. E que elas nos leve a considerar a crise humana em vários sentidos.  E não se esqueçam do pulo do gato: Os  animais são a estrela da vez esse mês. Portanto, devem exercer o protagonismo ou ter um papel de destaque na trama.  Boa leitura a todos! 

Próximo post: Resenhas(Autolink)

Os sapos
                                                                      Manuel Bandeira
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os delumbra.
Em ronco que a terra,
Berra o sapo-boi:
– “Meu pai foi à guerra!”
– “Não foi!” — “Foi!” — “Não foi!”
O sapo-tanoeiro
Parnasiano aguado,
Diz: — ” Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte!  E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas…”
Urra o sapo-boi:
– “Meu pai foi rei” — “Foi!”
– “Não foi!” — “Foi!” — “Não foi!”
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
– “A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Ou bem de estatutário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo.”
Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas:
–”Sei!” — “Não sabe!” — “Sabe!”
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa;
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio…


Capa italiana do Guia do Mochileiro das Galáxias.
O livro mais lido em Fevereiro.

Fevereiro/2010 - 85 resenhas para o tema Conto de Fadas Revisitado
Fevereiro/2011 - 160 resenhas para o tema Biografia & Memórias
Fevereiro/2012 - 270 resenhas para o tema Nome Próprio
Fevereiro/2013 - 235 resenhas para o tema Livros que nos Façam Rir

Dessa vez, o DL chamou o bufão ao salão para a alegria do respeitável público. E o que deu? Deu que rir e pensar dá um combinado legal. Ambas as ações se completam. E o resultado da experiência se apresenta nas histórias que aqueceram o coração da gente; nas tramas que partilharam situações absurdas com inteligência e graça; nas narrativas que souberam  romper do texto os limites do pensamento sério; e também nos causos que apontaram a nudez dos falsos valores e a incoerência das convenções. Sim, deu para ver, mediante as resenhas dos participantes, que o riso na narrativa não se circunscreve apenas ao lúdico haja vista que muitas falas confirmaram a consistência reflexiva do humor. E, no cômputo geral, houve de sobra a diversidade do riso. Fato é que as mais de 200 resenhas colhidas em fevereiro riram por motivos pra lá de diversos. Mas, cá entre nós, ao fim e ao cabo, não precisa ter motivo e muito menos sentido. E uma vez que ainda temos um bom trajeto literário a cumprir, desejo a todos um desafio tomado de alegria.
Vambora para março!



A minha escolha de leitura para o mês de fevereiro foi o livro "A Garota Americana", de Meg Cabot. Antes de optar por esta leitura, lembro de ter verificado a lista de sugestões do Desafio Literário.  Como havia terminado de ler um clássico de linguagem mais complexa e descritiva, resolvi optar por um chick-lit. Como já conhecia os livros do gênero indicados pelo Desafio Literário, optei por outro livro de uma das autoras: Meg Cabot. Já conhecia a escrita da autora, pois quando estava no colégio, costumava ler a série "O Diário da Princesa"; dessa forma, não hesitei ao escolher outro trabalho de Meg. "A Garota Americana" foi sugestão de uma amiga e acabei comprando a edição vira-vira da Best Bolso, que já vem com a continuação - que ainda não li.

No que diz respeito ao enredo de "A Garota Americana", achei que é bastante previsível e permeado por clichês típicos de livros e filmes adolescentes. Mas, como já era exatamente isso que esperava, não deixei que esses aspectos atrapalhassem a leitura de uma maneira geral.  Por meio de Sam, a protagonista da história, Meg Cabot nos apresenta uma série de referências à cultura pop estado-unidense, com ênfase na banda No Doubt, que é a banda preferida da protagonista. É o tipo de leitura que se conclui em poucos dias; porém, como em alguns momentos a história se arrastou, tornando-se extremamente previsível, acabei por deixá-lo um pouco abandonado. Acredito que, quando feita por uma adolescente, a leitura deve fluir melhor. 

A escolha do tema de fevereiro (livro que te graça rir) foi bastante oportuna, principalmente para mim, que, como já  disse, estava precisando de algo leve e sem complexidade. Claro que "A Garota Americana" está longe de ser aquela leitura que vai mudar a sua vida. Porém, cumpre com o seu dever de entreter e garantir umas risadas. Não sei se lerei qualquer coisa escrita pela autora nos próximos meses, mas recomendo a leitura de "A Garota Americana" para quem quer apenas se divertir.

Já sobre as minhas expectativas para o mês de março (animais protagonistas), vou confessar que encontrei algumas dificuldades para escolher o livro. Porém, depois de analisar e pesquisar sobre as leituras sugeridas pelo Desafio Literário 2013, optei por "Firmin", de Sam Savage. Acredito que, mesmo parecendo ser um livro infanto-juvenil, "Firmin" seja um livro interessante, pois narra a história de um rato que nasceu nos porões de uma biblioteca e que, avidamente, devora livros. Pelo que pude perceber pela sinopse, trata-se de um livro cheio de alegorias e isso me atraiu. Agora, s[o resta saber se o livro vai suprir as minhas expectativas.

Michelle Borges
http://michasborges.blogspot.com.br/


Mais um motivo para rir, pessoal! Chegou o momento de contemplar os ilustres participantes do mês de fevereiro. Como é de costume lembrar, agradecemos aos nossos parceiros que gentilmente nos ofertaram os brindes a seguir. Vamos a eles. 

O livro “ 7 contos da resistência, de William Wollinger Brenuvida” da Editora Univali




7 contos da resistência é a terceira obra do escritor William Wollinger Brenuvida. A liberdade tolhida pelos anos de chumbo; os amores na mente… as flores no chão. Aquele que desaparece sem deixar vestígios. Lembranças que nunca adormecem. O leitor mergulha na narrativa suave dos contos que mesclam ficção e realidade; porque narrar é resistir. Das personagens, as experiências somadas de muitas gerações. O traço de luz não abandona a poesia, a luta, a memória. E para essa nova geração que reaprende os caminhos da democracia, 7 contos da resistência, torna-se leitura indispensável.


A Angélica Cirne nos trouxe mais marcadores feitos no capricho e perfeitamente alinhados ao tema de fevereiro. Olha o Marvin aí, gente! Muito show!



Para contato, encomendas e orçamentos siga para a lojinha virtual Design by Angel.

Por último, mas não menos importante, estão os marcadores do blog Fósforo (João)   e Happy Batatinha (Tábata) dando um brilho final ao nosso mix de presentes.




Agora, sim. Vamos ao contemplado do mês!

Parabéns, Déa (do blog Caixinha da Déa)!  Envie o seus dados de endereço para o nosso email, ok?

O sorteio teve por referência a sequência numérica apresentada no autolink de Fevereiro - Livros que nos façam rir