Por Palomma Alencar

O livro “O menino do pijama listrado” conta uma história que se passa na época do Nazismo, em plena Alemanha hitlerista, tendo como personagem central o menino Bruno que tem apenas nove anos de idade.
Bruno morava em Berlim com a sua família e teve que ir morar em um lugar menor e sem graça, chamado Haja-vista. Ele detestava aquele local, onde não havia nada o que fazer e também não havia amigos com quem brincar. Ele era um menino inocente que não sabia nada o que acontecia fora de sua casa, tampouco que o país passava por uma guerra e que estavam em pleno Holocausto.
Da janela de seu quarto ele conseguia ver uma cerca e do outro lado havia centenas de pessoas que usavam pijamas listrados. Certo dia em suas explorações, ele chegou até a cerca que dividia o lado da sua casa e o seguinte e fez amizade com um menino chamado Shmuel, que era muito magro, tinha o rosto acinzentado e estava sempre com muita fome. Eles coincidentemente haviam nascido no mesmo dia e possuíam a mesma idade. A partir deste dia, eles passaram a se ver diariamente e passavam as tardes conversando sobre sua vida e suas histórias.
Um ano depois decidem retornar para a casa onde moravam em Berlim. Para despedir-se do amigo Bruno resolve aventurar-se e partir para o outro lado da cerca, onde vivia seu Shmuel e os outros judeus. Eles foram procurar o pai de Shmuel que havia desaparecido e também fazer algumas explorações pelo lugar.
  Infelizmente eles tiveram um final bastante triste, acabaram juntando-se com um grupo e morrendo juntos em um campo de concentração, na câmera de gás.
 Apesar do final penoso, já era esperado, principalmente diante da realidade em que eles viviam. Mas o livro é extremamente agradável e foi escrito de uma maneira bastante clara e compreensível. Apreciei a leitura.


Por Larissa Carelli 




Tudo começou quando eu estava para me casar e fui fazer um curso de aprimoramento de Educação Infantil. 

Neste curso tínhamos uma matéria que dedicava-se ao livro infantojuvenil. A professora Cristina foi minha grande incentivadora através de suas aulas.

Com ela aprendi sobre  o que é a guarda de um livro.  Alguns livros têm outros não, mas no livro infantojuvenil, a guarda quase sempre aparece e meio que apresenta o livro. Na maioria dos livros é uma página em branco apenas para arremate da encadernação. 

Veja abaixo a guarda do livro Festa no Céu (Braguinha – João de Barro) e do livro Delicias e Gostosuras de Ana Maria Machado.


 Voltando à Caixa de Leituras, neste meio tempo entre casar e engravidar da minha primeira filha, estive no Salão do Livro InfantoJuvenil no MAM no Rio de Janeiro. E foi lá que me veio a ideia de fazer a Caixa de Leituras para minha filha.

De cara, eu me encantei com os livros das editoras Cosac Naify e BrinqueBook. As histórias, as ilustrações e as guardas dos livros embeveciam-me. Fica a dica, se estiver em dúvida, compre um livro dessas editoras. Há outras editoras recomendadas e renomadas, mas eu, particularmente, sou fã destas duas.

E, assim, comecei. Todo ano eu ia ao Salão do Livro InfantoJuvenil e toda vez que eu entro numa livraria vou direto na seção infantojuvenil.

Eu sou bem seletiva, o livro tem que me conquistar pelo título, pela guarda, pelas ilustrações e surpreendeu-me ver a qualidade da literatura infantojuvenil. Tem muita porcaria, e o leitor e/ou apreciador consegue avaliar depois de certo tempo.

Estes são alguns exemplares que gosto muito. Destaque para Os Miseráveis e para a Ilíada.


Comecei e não parei .... quando morava em Barcelona comprei exemplares em catalão e espanhol e agora, morando em Neuchatel, em francês. Mas, a maioria vem do Brasil.

A minha motivação começa na escolha, depois na compra e por fim a leitura para os meus filhos. Tenho a péssima mania de dar livros de presente!!!! Eu sei que criança gosta de brinquedo, mas eu gosto de dar livros de presente, fazer o quê? Aqui na minha casa, no Dia das Crianças, o presente é livro e no dia de Reis também! Meus filhos estão acostumados a ganhar livros e adoram!!!! Temos que ter o hábito ... a minha filha, hoje com 6 anos, gosta de ler os livros dela, mas ela gosta mesmo é de xeretar o que eu estou lendo e aí ela diz: “vou ler o livro da mamãe!” e eu adoro quando ela diz isso!

 FIM



Agora quem conta é o LEITOR é uma sessão destinada às dicas, experiências e causos de leitura dos participantes do DL.  Para participar, envie  sua história (não vale texto ficcional) para desafioliterario[arroba]gmail.com.Venha compartilhar boas ideias você também!



 


O gênero literatura infantil tem, a meu ver, existência duvidosa. Haverá música infantil? Pintura infantil? A partir de que ponto uma obra literária deixa de constituir alimento para o espírito adulto? Qual o bom livro para crianças que não seja lido com interesse pelo homem feito? Qual o livro de viagens e aventuras, destinado a adultos, que não possa ser dado a crianças, desde que vazado em linguagem simples e isento de matéria de escândalo?

(drumond de andrade, Carlos. Imprenta, 1964.)



Responda ao desafio é uma sessão mensal em que os participantes terão a oportunidade de responder a uma pergunta instigante acerca da temática do mês. Vamos transformar o DL em um espaço de debates e trocas de ideias. Você que já leu o livro do mês, caro participante, possui bagagem da qual pode se dispor para responder essa pergunta. Vamos discutir?


Resenha Janeiro 2011: A Maldição do Titã



Bem, primeiramente, é um prazer estar aqui participando [pela primeira vez \o/] do desafio literário 2011!!

Vamos às apresentações: Meu nome é Kycia, tenho 18 anos e sou carioca, apesar de estar morando a alguns anos em Natal, no RN. Não tenho blog, porém possuo Orkut [K ycia], Skoob [Kycia Friederick] e Twitter [kycia0206], que é o que eu mais uso. =]

Mas agora, sem mais delongas, vamos ao que interessa, a resenha:

A Maldição do Titã, de Rick Riordan

Tema: Literatura Infanto-Juvenil / Mês: Janeiro / Editora: Intrínseca / Número de págs.: 316

Sinopse: Nesse terceiro livro da série, um chamado do amigo Grover deixa Percy a postos para mais uma missão: dois novos meios-sangues foram encontrados, e sua ascendência ainda é desconhecida. Como sempre, Percy sabe que precisará contar com o poder de seus aliados heróis, com sua leal espada Contracorrente... e com uma caroninha da mãe. O que eles ainda não sabem é que os jovens descobertos não são os únicos em perigo: Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros, e os meios-sangues estarão frente a frente com o maior desafio de suas vidas: A Maldição do Titã.

Escolhi esse livro da série Percy Jackson e Os Olimpianos, porque ele é o meu favorito da série – pelo menos por enquanto, já que eu ainda não li o último.

Para quem ainda não leu os livros dessa série, aí vai uma breve introdução para vocês não ficarem perdidos ao longo da resenha, ok?!

A saga em questão conta a história de Percy Jackson, que é um semi-deus ou meio-sangue, isto é, filho de um(a) mortal com um deus grego. No caso, ele é filho de Poseidon, o deus dos mares, mas só vem descobrir isso aos 12 anos. Com tamanha descoberta, a vida dele, que, diga-se de passagem, nunca foi lá muito normal, vira uma loucura. E, como se não bastasse, ainda existe uma maldição sobre ele, mas que só vai se cumprir quando ele fizer 16 anos. Até lá, Percy (ou Perseu) vai enfrentar muitas aventuras e monstros com os seus amigos do Acampamento Meio-Sangue: Annabeth, a meio-sangue filha de Atena, a deusa da sabedoria, e Grover, um sátiro, fora outras amizades que irão surgir no decorrer dos 5 livros da série.

Ah, o que é um sátiro? Bem, um sátiro é algo assim: metade homem, metade bode, ou seja, da cintura pra cima é homem e da cintura p/ baixo, bode, sacou?!

Ótimo!! Então vamos ao livro em questão:

A história de A Maldição do Titã gira em torno de dois fatos principais: a descoberta de dois novos meio-sangues (Bianca e Nico di Angelo) e o desaparecimento de Annabeth e da deusa Ártemis.

Além disso, seguindo o ritmo dos livros anteriores, vários novos personagens, tanto vilões como mocinhos, são apresentados, mas, devo confessar que o meu personagem favorito desse livro foi Blackjack.

Blackjack é um cavalo alado que botou na cabeça que Percy Jackson é seu dono, após este tê-lo salvo de Luke no livro anterior e, por isso, sempre se refere ao semi-deus como “chefe”. Na verdade as partes mais engraçadas dessa história ficaram por conta do corcel. Do jeito que o autor, Rick Riordan, escreve as falas de Blackjack dá até pra imaginar a voz e o jeito dele falar. É realmente hilário!!

Uma das cenas que eu destacaria seria a dos doze deuses [inclusive Dionísio!!], nos seus tamanhos normais, ou seja, em torno de uns 5 metros [só isso?!], sentados formando um U e discutindo sobre...... bem, só posso dizer que é sobre um assunto muito delicado a respeito dos semi-deuses envolvidos na missão de salvar a deusa Ártemis. Gostei desse momento, porque pude visualizar todos os deuses e até alguns, como Hefesto e Hera, que nunca haviam sido mostrados antes.

Enfim, eu adorei o livro  e a série e, por isso, recomendo muitíssssssimo a quem ainda não teve oportunidade ou interesse de ler, que leia, porque vale a pena entrar nesse mundo louco [e, o melhor, narrado hilariamente por Percy] dos deuses do Olimpo.

Bjos e até a próxima!!!

Nota da capa: 5/5

Comentários: Todas as capas da série são perfeitas, portanto nada mais justo do que dar nota 5!

Nota do livro: 5/5


Por Fernanda Fernandes

Amo ler, odeio fazer resenha!!!

Mas vamos lá!

Os doze trabalhos de Hércules, é uma história envolvente em que personagens do sítio do Pica-Pau Amarelo viajam, usando o famoso pó de pirlimpimpim, a Grécia antiga para acompanhas os 12 trabalhos de Hércules.

Só pelos personagens, já fica garantida a qualidade. Eu sou fã de carteirinha da Emília, acho tudo isso batatal! E também amo história antiga, então, amei muito o livro!

Se não fosse pelo DL, acho que nunca leria um livro do Monteiro Lobato, (como vi primeiro na televisão, fico com preguiça de ler) mas adorei a experiência. O livro é gostoso de ler, e me prendeu, não parei enquanto não acabei.

Livro: Os doze trabalhos de Hércules
Autor: Monteiro Lobato
Nota: 5/5

07/01/2010


Por Fernanda Fernandes
 
A idéia dos contos e fábulas, é sempre passar um lição de moral, por isso são tão presentes no universo infantil. Tinha dado esse livro para minha filhota, mas só li com ela os contos mais famosos, ou seja, os que viraram filme da disney. Apesar de achar alguns muito nada a ver...

Por contos:

- A água da Vida: honestidade! Quem segue pelo caminho correto, ainda que mais difícil, sempre ficará bem. E os desonestos...

- A amoreira: achei terrível!!! Assustador na verdade. Não vi nenhuma moral, nada de interressante que se passe há uma criança (só se for medo).

- A bela adormecida: linda história, mas não passa nada de interessante.

- A protegida de Maria: bem interessante, com certeza vou ler para minha filha. Imaginei um final completamente diferente... Na minha imaginação (que é super fértil) a menina que virou rainha continuava a mentir pois queria que seus filhos fossem criados no céu, assim como ela.

- Branca de Neve e os 7 anões: historinha cruel. A inveja mata (literalmente).

- Chapeuzinho vermelho: bem violenta a forma como eles contam. Mas mostra o quanto a desobediência pode custar.

- Cinderela: segue a mesma linha da branca de neve, só que mais romântico.

- João sem medo: sem comentários...

- O príncipe sapo: não entendi.

- Os músicos de Bremen: a união faz a força???

- Rumpelstiltskin: Esse eu adoro!!! Apesar do conto original ser muito curto, o que a gente vê hoje em dia é ótimo, adoro o Rumpelstiltskin. E aprendemos também, que não se deve cantar vitória antes da hora!

Livro: Contos dos Irmãos Grimm
Nota: 3/5


Como no desafio passado, disponibilizamos uma ficha de leitura para orientá-los na feitura das resenhas. Mais uma vez, deixamos claro que não é obrigatório o seu uso. Sinta-se livre para exprimir suas impressões de leitura da forma que melhor aprouver. A ficha que propomos não é rígida, nem segue regras acadêmicas. Serve apenas como instrumento inicial para expressar o que foi lido. Sem mais, a quem interessar, basta baixar e usar.



Resenha Janeiro 2011: A Mediadora – A terra das sombras

A Mediadora – A Terra das Sombras, de Meg Cabot (Reserva 1)

Tema: Literatura Infanto-Juvenil / Mês: Janeiro / Editora: Galera Record / Número de págs.: 284

Sinopse: Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber da gravidade do que encontraria ao mudar-se para a Califórnia. Além de ir morar numa casa assombrada por um fantasma jovem, bondoso e bonitão, sua escola sofre com a presença maligna de uma adolescente que se matou ao ser desprezada pelo namorado e que agora busca vingança. Meg Cabot, autora da série "O Diário da Princesa", está de volta ao universo jovem com um livro antológico, que mistura ação, mistério e suspense sobrenatural aos problemas terríveis que atingem todos os adolescentes.


Na verdade, esse livro nem estava na minha lista de livros “prioritários” e eu também estava pouco entusiasmada com a história. Mas, resolvi dar uma chance a ele e devo dizer que, com certeza, ele entrou para a minha lista de surpresas do ano !!

Com uma linguagem tipicamente adolescente – mas nem de longe bobinha – Meg Cabot, a rainha das adolescentes, nos leva para conhecer o mundo de Suzannah.

Suzannah é uma nova-iorquina de 16 anos que está de mudança para a Califórnia, tendo que deixar para trás sua melhor [e única] amiga para ir morar com sua mãe, que acabou de se casar pela segunda vez.

Por ser filha única e estar habituada a viver só com sua mãe desde a morte de seu pai, a menina ainda terá que se acostumar com uma casa bem movimentada, já que ainda ganhou “de brinde” um cachorro, um padrasto, chamado Andy e três meio-irmãos, que ela carinhosamente apelidou de: Soneca (Jake), Dunga (Brad) e Mestre (David), fora Jesse, o fantasma gato que vive no quarto dela. Ai, ai... Jesse... [suspiros]....

Ok, Suzannah pode aparentar ter uma vida, digamos, normal. Mas, na verdade, ela possui um dom de ver fantasmas. Desde pequena ela consegue ver estes seres do além e os ajuda a encontrar os seus caminhos. Só que, de vez em quando, aparecem uns carinhas bem insistentes que não querem de jeito nenhum ir embora. Por isso, é que, nesses casos, ela acaba apelando para o muito eficaz chute no traseiro , já que a mediadora consegue não só ver e falar, mas também tocar nos fantasmas.

Enquanto eu estava lendo, senti uma semelhança com aquele seriado americano chamado Ghost Whisperer, que passava na Sony e que, por sinal, eu adorava. *.*   Mas, no seriado a mocinha não conseguia tocar nos fantasmas e muito menos brigar fisicamente com eles. Rsrsrs

Voltando para a história, vivendo numa nova cidade, numa nova casa, com uma nova família, Suzannah ainda terá que se adaptar a uma nova escola.

Lá, ela fará dois novos amigos, Adam e Cee Cee [ não, você não leu errado. É esse nome estranho mesmo. rsrsrs ], além de encontrar um garoto que lhe convidará para sair [detalhe que ela nunca havia sido convidada pra sair antes], mas que possui um pequeno problema: sua ex namorada fantasma que fará de tudo para acabar, literalmente, com a vida dele e de quem se meter no seu caminho.

Olha, raramente eu gosto das mocinhas dos livros que leio, mas tenho que admitir que eu gostei muito da personalidade da Suzannah. Ela é determinada, corajosa, fala o que der na telha e não tem medo de encarar o perigo, ao mesmo tempo em que é romântica, sensível e sonha com o primeiro beijo. E tudo isso sem perder o charme, hein!!

Teve um trecho do livro que eu gostei muito e que gostaria de compartilhar com vocês [só pra deixá-los com vontade de ler]:

“Voltei-me para olhar para ele. Não consegui ver seu rosto, pois a luz da minha cabeceira estava por trás dele, mas ouvia perfeitamente sua voz e o tom suave em que pedia:

– Suzannah ...
Só isso: apenas o meu nome.”

Página 133.
Sério, me arrepio toda vez que leio esta parte. Rsrsrs

Mais uma vez, portanto, Meg Cabot me conquistou com sua escrita leve e juvenil, misturando romance, humor e suspense em um cenário sobrenatural, mas sempre mantendo o equilíbrio com a realidade.

Por isso, digo e repito que A Terra das Sombras e toda a série de A Mediadora são ótimos livros para preencher a sua estante e a sua mente. Muito bom mesmo!!

Nem preciso falar que eu recomendo, né?!

Bjos e até a próxima!!

Nota da capa: 5/5

Comentários: Pra mim, essa foi a capa mais bonita de todas as edições. Uma coisa que me chamou atenção foi o título A Mediadora em vermelho vivo e com uns detalhes em algumas letras que deram um ar mais sobrenatural ao livro, sabe?! Muito bom gosto!!

Nota do livro: 4/5


Então é isso. É recompensador ver algo a que nos propusemos e nos dedicamos tanto se cumprir.  Todas as resenhas feitas foram unânimes na constatação de que o Desafio Literário, em grande parte, foi um prazer cumprido. Não tinha como chegar a outro resultado: Debruçar sobre os livros encostados em pilhas, caixas, estantes, nos fez muito bem.  Quanto às leituras, algumas inteiramente inesperadas, umas fáceis de entreter e outras que instaram uma solução de nossa parte. A título de começo, deu para nos sentirmos desafiados e afiados pela/na leitura.  E os temas? Tão díspares! Uma colcha de retalhos. Afinal, não é essa a essência do DL? Abrigar pessoas em torno do interesse pelo o que há de tudo por aí nesse mundo de Deus? Tal natureza remendada se desdobrou em compartilhamento de experiências, mediações de leitura e de amizades.  Então foi isso: um remendo de percepções, interpretações, visões de mundo que nos permitiram experimentar a uma só voz a superação das narrativas de um país sem leitura. Deu para notar que o DL não tem desfecho. Pelo menos, não um tão próximo. Ao contrário, o DL pede uma continuação.  Com os antigos e os novos personagens, outro cenário, novos enredos...

E a sede e a fome de leitura ficou mais forte ainda.

Vambora ler!

Um grande beijo e muito obrigada a todos os que fizeram parte dessa nossa prosa.


A contemplada do último sorteio DL 2010 é a Luma Kimura. Obrigada, Luma, por estar sempre presente.

E, vamos ao prêmio: Palavras em movimento da Daniella Haendchen e mais um outro livro-surpresa. Envie os dados do seu endereço para o email: desafioliterario[arroba]gmail.com. Beijos!


Por Kycia
Tema: Literatura Infanto-Juvenil / Mês: Janeiro / Editora: Galera Record / Número de págs.: 236

Sinopse: Em um conto de fadas moderno, nós conhecemos Penelope, uma jovem de 25 anos que passou a vida inteira presa em sua própria casa, vítima de uma antiga maldição. Para se livrar do focinho de porco que cresce no lugar do seu nariz, ela precisa encontrar alguém que a ame mesmo com esse "pequeno" problema.




Então, lá estava eu navegando pelo site de uma livraria, vendo as novidades, quando me deparo com.... [música de suspense]....o livro Penelope. Olha, eu raramente compro livros por impulso, mas quando eu bati os olhos na capa [fofaaaa!!] desse livro, não resisti e corri o mouse para o botão Comprar.  Como o prazo de entrega era longo [10 dias], acabei procurando na internet por resenhas e... descobri que Penelope também tinha um filme! Apesar de eu preferir assistir filmes baseados em livros depois de ler os livros, acabei me rendendo à curiosidade e indo correndo ver o filme primeiro. E, ao contrário do que geralmente acontece, não me decepcionei nem um pouco.
Mas, chega de blábláblá e vamos à história de Penelope:
Penelope é uma jovem de 25 anos que desde os 18 tenta encontrar um rapaz, da mesma classe social a que ela pertence, que aceite se casar com ela. Para isto, a jovem conta com a ajuda de Wanda, uma consultora de casamentos; de sua [histérica e irritante] mãe, Jessica Wilhern; e de Jake, um mordomo que, digamos, usa a força para convencer os pretendentes a assinarem um acordo de sigilo. Ah, e também tem o pai de Penelope, Franklin Wilhern, que é... um banana. Sério, só consigo pensar nele assim. [se bem que no filme ele é um pouco menos banana]
 Ok, mas porquê uma garota precisaria de tanta ajuda para, digamos, desencalhar? Simples, porque ela é uma menina-porca. Na verdade, ela possui só algumas partes de porco, como as orelhas, que ninguém nota por estarem escondidas entre seus cabelos, e o nariz, que não tem como disfarçar, né?!
Não é que Penelope tenha tido alguns problemas durante a gestação para ficar desse jeito, mas, sim, que ela é vítima de uma maldição feita por uma bruxa há muitos anos atrás,
maldição esta que só poderia ser quebrada se a menina encontrasse alguém também rico que a amasse pelo que ela é, a ponto de aceitar se casar com ela.
Obviamente, esta não era uma tarefa muito fácil, principalmente quando os pretendentes se encontravam cara a cara com a jovem, só que, tudo muda quando Max Campion entra em cena. E a partir daí, não posso contar mais nada, porque senão seria um spoiler atrás do outro. Rsrsrs.
Por ter visto o filme primeiro, obviamente que eu já tinha uma boa noção da história toda, mas a leitura o livro conseguiu, mesmo assim, me surpreender.
Tudo é narrado por Penelope, que possui uma linguagem fácil, regada a uma boa dose de humor, tornando a leitura tão leve e gostosa que você acaba lendo rapidinho. É sério, eu li tudo em 3 horas e nem percebi o tempo passar.
Além disso, a personagem principal [protagonizada no filme lindamente por Christina Ricci] é tão cativante e real, que você acaba se identificando com ela. Enfim, é uma pessoa admirável, como poucas heroínas da literatura.
Como todo [ou quase todo] conto de fadas, esse nos traz uma reflexão que, apesar de simples, às vezes cai no nosso esquecimento: Penelope diz que nós devemos nos amar do jeito que somos. Todos temos “defeitos”, mas são exatamente estes que nos fazem ser únicos e especiais.
Abaixo tem uma citação que eu, particularmente, gostei:
“Eu costumava pensar que a vida era um conto de fadas e que eu só poderia ser feliz quando alguém aparecesse e me transformasse na verdadeira Penelope. Mas eu sempre fui Penelope [...] e sempre serei.”   Página 236
Nem preciso dizer que recomendo muito, muito, muito o livro [para todas as idades], mas também recomendo o filme [que é tão emocionante quanto]. Até porque, acredito que o filme e o livro, por possuírem algumas diferenças, acabam se completando. Por exemplo, teve partes do livro que eu achei melhor no filme [como o final !!] e vice-versa, por isso, acho bem interessante ler e ver Penelope.
Quem se interessou, pode ver o trailer do filme [em inglês, porque a imagem do trailer legendado tava péssima] aqui:   http://www.youtube.com/watch?v=HgkOwq_6GQI
Bjos e até fevereiro!!!
Nota da capa: 5/5
Comentários: Delicada e linda!!
Nota do livro: 5/5


por Nalena (nsnalena@gmail.com)

Gostei imensamente do livro de John Boyne, “O menino do pijama listrado”.  Mas não como um livro infanto-juvenil.  Acho que é justamente por sermos adultos que podemos saborear o que me pareceu realmente especial neste livro – a coexistência de diferentes níveis de significado, o de Bruno (o pequeno herói) e nosso próprio conhecimento sobre sua situação.
Bruno era um meninozinho alemão, que foi arrancado de seu cotidiano confortável em Berlim por uma valorizada promoção no trabalho de seu pai – trabalho esse  que ele nem sabe exatamente o que seja, mas que é um trabalho importante, com um uniforme imponente. Nada lhe é explicado com clareza. Ficamos sabendo da época – o início dos “blackouts” na cidade – por um comentário de sua mãe sobre seu desagrado com o escuro imposto diariamente.  A família é instalada longe, seu pai como comandante de um lugar estranho, que o menino  e a irmã chamam de “Haja-Vista”, e que começamos a desconfiar ser Auschwitz, não mais na Alemanha, mas na Polônia ocupada. O livro conta a aventura existencial de Bruno - que procura entender e dar sentido a esta nova vida nessa nova realidade -  e o relata seguindo o ponto de vista do menino.
Nós nos deparamos logo com algo universal: a defasagem entre o que uma criança acha,  o que ela sabe que deve achar, segundo os adultos importantes de sua vida, e o que ela simplesmente repete, sem entender muito bem.
Acompanhamos as divergências do casal, que inicialmente parecem ser diferenças de personalidade e inclinação política, mas que insinuam diferenças também de classe social na origem (e sabemos das tensões entre as classes mais altas alemãs que tinham dominado a República de Weimar e as pessoas de origem mais modestas que subiram a posições de mando por sua filiação ao partido nazista). Estas informações nos são dadas pelas recordações de Bruno sobre seus avós maternos, seus gostos e valores, comparados aos do pai.  Bruno mal parece perceber a extensão e ramificações da crise conjugal que engolfa o casal. E acompanhamos o desenvolvimento de Gretel, a irmã mais velha, de pré-adolescente denominada pela família  - para gáudio de Bruno - de “um caso perdido”, a uma adolescente ao mesmo tempo romântica e decidida a “se dar bem” nos novos tempos. E seguimos as descobertas do garoto sobre os estranhos habitantes que moram do outro lado da cerca, todos vestidos com pijamas listrados.
A questão de “ver e não ver”, “saber e não saber” – tópicos tão pungentes em relação à sociedade alemã como um todo, a respeito da existência dos campos de concentração – é ilustrada pelas atitudes de várias personagens diferentes. A invenção e/ou aceitação de meias-verdades é uma constante nesta história que acaba tão mal.
Restrições à história existem. Não acreditei em momento algum que Bruno tivesse nove anos. Tudo nele aponta para seis anos, no máximo sete. Não é crível que ele e Gretel, ambos em escola em Berlim, desconhecessem o papel e importância do “Fúria”, considerando a  arregimentação da infância e adolescência em organizações nazistas e a ubiqüidade do retrato do chefe.  Auschwitz, na realidade, foi, desde antes de deflagrada a guerra, um lugar enorme, cheio de funcionários e oficiais. Não é crível que as crianças do comandante ficassem tão isoladas e sem supervisão.
Mas nada disso importa. Na edição em inglês, o título tem um complemento: “uma fábula”. E a moral desta fábula é nos lembrar a repercussão dos silêncios na vida da infância, e  como todos nós, no coração, precisamos de um amigo.


Meu nome é Li Castro e sou baiana. Não tenho blog, mas estou pelo orkut ou facebook como Li da Lua, apesar d´eu não passar muito tempo neles...

     Enfim, apresentações feitas, vamos à resenha!


Traição entre amigas – Thalita Rebouças

*Segundo Livro*



Tema: Literatura Infanto-Juvenil / Mês: Janeiro / Editora: Rocco / Nº de páginas: 126


Sinopse: “Esta é a história de Luiza e Penélope, amigas de verdade, inseparáveis, daquelas que não se desgrudam nem para ir ao banheiro, unha e cutícula, chamemos assim. Bom, mas ficar com o namorado da melhor amiga é falta gravíssima, todo mundo sabe. Mesmo a mais bela (e sólida) amizade não resiste a uma dolorosa traição.

Numa noite, depois de uma festa, uma delas fica com o namorado da outra. E aí, tudo se reduz a pó. A mágoa é tanta, mas tanta, que muda para sempre os rumos das vidas de ambas. Enquanto uma vai tentar a sorte em Nova York, a outra se esconde atrás do confortável anonimato que a Internet e seus relacionamentos propiciam.”


     Escolhi este livro porque queria conhecer o trabalho de Thalita Rebouças! Fiquei curiosa sobre o trabalho de uma autora que escreve para um público que, em sua grande maioria, não gosta de ler... E ela conseguiu sucesso mesmo assim! Quanto à capa, nem reparei muito nela, para dizer a verdade, escolhi o livro mais pelo título.

     Thalita escreve para adolescentes, mas este livro é mais puxado para o universo de jovens adultos: Os personagens são mais velhos, já estão na faculdade, alguns morando sozinhos. O processo de leitura foi rápido, sem complicações, já que ela tem um estilo bem dinâmico.

     O livro conta a história de duas garotas que se conhecem num curso de teatro e ficam muito amigas. O ficante de uma delas é ator, diretor e professor de um curso do gênero. Uma noite, depois de uma festa, a outra acaba, meio que sem querer, dormindo com ele. O ato é o estopim para uma reviravolta na vida das duas.

     Quando a história começou de verdade, eu não sabia de quem tinha mais pena, se da traída, que achava que o rapaz ainda fosse assumir o relacionamento, mesmo que ele sempre desse indiretas para ela do contrário, ou se da traidora, que caiu na conversa horrorosa dele levada pelo vinho, e também por um interesse meio que subconsciente.

     Thalita escreve de uma forma que você se pega pensando que aquilo poderia acontecer com uma amiga, uma vizinha, ou... Com você mesma! Mostra que a realidade tem altos e baixos e que atos impensados podem, sim, acabar com a vida de alguém, mas que tudo depende de como as pessoas envolvidas lidam com a situação. Algumas são mais desencanadas e apesar de tudo, conseguem seguir em frente, outras ficam remoendo os fatos e acabam por destruir a própria vida, não pelos atos alheios, mas pelas suas próprias atitudes.

     Neste contexto, a personagem Penélope merece meus aplausos, por ter sabido aproveitar as oportunidades e por não ter se deixado abater pelos obstáculos da vida.

"Nossa! Quanta coisa se passou na vida da Penélope", pensou Luiza. "E ela fala dos fracassos com a maior naturalida­de, com alegria, até! Que inveja, meu Deus, me perdoa! Mas como é que ela sempre consegue fazer a coisa certa quando a vida impõe uma decisão? Como? Por que eu nunca soube fazer isso? Por quê?"

     No fim das contas, é uma história de superação e amadurecimento, do valor da amizade, dos próprios princípios, na crença em sua força, da capacidade de perdoar a si mesmo e aos outros. E sem descartar o bom humor, a marca de Thalita, mesmo dentro de um contexto tão dramático. Enfim, uma boa história!

     Nota 3/5 para ele!


 Ps: nota de 1 a 5, sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5-  Adorei


Não sou fã de escrita em verso, a não ser que seja poesia... Mas como coloquei este livro como meta, tive que ir até o fim.
Os contos são ultrapassados, a linguagem arcaica e uso das metáforas com animais (que é realmente cansativo) deixa a leitura bem difícil.
Alguém já leu La Fontaine para seus filhos??? Eu não, e nem irei. Pra mim, clássicos são aquele que continuam encantando seus leitores independente da época... E esse não é o caso. “Foi” literatura infantil, hoje posso garantir que as crianças não se interessariam por essas histórias.
O único conto, que reconheci, foi a cigarra e a formiga, vi um episódio do pica pau baseado no conto, só que divertido.

Livro: Fabúlas de La Fontaine
Nota: 1/5


Resenha Janeiro 2011:
Tema: Literatura Infanto-Juvenil / Mês: Janeiro – opção 1

título: KAFKA E A BONECA VIAJANTE
autor: Jordi Sierra i Fabra com ilustrações de Pep Montserrat
editora: Martins Editora Livraria Ltda. páginas: 127 título original: Kafka e la muñeca viajera tradução: Rubia Prates Goldoni

Uma história provavelmente verdadeira é aqui recriada pela imaginação doautor. A situação teria sido vivida pelo escritor alemão Franz Kafka  segundo relato de Dora Dymant, sua companheira na época.  O escritor espanhol Jordi Sierra i Fabra inspirou-se num artigo do escritor argentino César Aira no “El Paiz”, no qual comentava sobre a pesquisa, sem êxito, feita por  Klaus Wagenbach, um estudioso de Kafka , que tentou encontrar anos depois a protagonista da história e suas cartas, sem êxito.
O resultado é delicioso.
Num de seus passeios pelo Parque Steglitz, em Berlim, Kafka encontra uma garotinha, Elsi, aos prantos por ter perdido sua querida boneca Brígida. Penalizado pela tristeza da criança, tenta encontrar uma solução.
Não é de se estranhar que ele tenha recorrido ao seu ofício de escritor para resolver essa inesperada situação em que e inventa que a boneca não havia se perdido, mas viajado e mandado uma carta, por intermédio do próprio, auto-denominado “carteiro de bonecas”.
Assim escreveu,  e leu no dia seguinte, a carta que passou a ser a primeira de uma série, provocada pela emoção e pelo interesse da criança. Passa então a produzir diariamente, por 3 semanas, cartas de Brígida para Elsi, dos mais diversos locais do mundo até que a menina esteja convencida (e feliz) de que Brígida a ama, mesmo tendo partido para viver sua própria vida.
Classificado como infanto-juvenil, o livro guarda o que tem de melhor  para os adultos. Porque pode ser lido em 2 “planos”:
No primeiro tomamos conhecimento da história propriamente dita, tal como ficou  conhecida, e da superação do problema por Elsi, facilitado pelas carinhosas cartas da boneca contando suas aventuras.
No segundo acompanhamos o processo sofrido por Kafka (sem trocadilho)  para a produção diária das cartas, deixando clara a importância do cuidado na produção do texto e do seu conteúdo, ainda que destinado a uma criança.
Além de criar os trechos de cartas que na narrativa são lidas pelo “carteiro” para a menina, é ao relatar os dilemas e hesitações de Kafka pela consciência da importância do que será dito pela boneca para a vida da menina que está o maior mérito de Jordi.
O autor é muito feliz ao imaginar, baseado no conhecimento que se tem sobre Kafka, como essa delicada tarefa teria sido por ele enfrentada, um homem sem filhos e sem convívio íntimo com crianças que, num impulso, se vê responsável por consolar Elsi e ainda fazê-la perceber os valores de uma verdadeira amizade. E entender que partidas e separações podem não significar abandono e, mesmo que sofridas, são importantes para o amadurecimento e necessárias para o crescimento pessoal.
Nota: 5/5
Nota da capa : 4,5/5 – achei a capa ótima, uma bela ilustração que comunica perfeitamente o conteúdo do livro, pecando apenas pelas cores, um pouco sombrias


Por Lucila Sombra
 
Mia é uma menina que vive em Nova York, não é nem um pouco popular na escola, se acha horrivel, tem apenas uma amiga.
Sua vida da uma reviravolta quando descobre que seu pai é prinicpe de Genovia, mas por não poder ter mais filhos, Mia que terá que assumir o trono de Genovia, e com isso terá que ter aulas de etiqueta, mudar as roupas que usa, para que no futuro possa ser apresentada como princesa.
Mia detesta essa idéia e tenta lutar contra isso, mas será impossível tentar lutar, já que sua temida avó, que irá treina-lá para que ela se torne uma princesa.


Por Lucila Sombra
 
Querido Diário otário
 
Terceiro volume.
 
É o diário de Jemie, é extremamete proibido qualquer pessoa ler seu diário.
Jemie é uma menina super legal, que está sempre certa.Ela tem uma melhor amiga chamada Isabella. As duas detestam Angelina, um dos motivos é porque ela possui uma técnica de lavar os cabelos, chamada zonas de lavagem, fazendo com que seu cabelo seja marailhoso e o mais importante, Jamie tem um admirador secreto, ela fica todo orgulhosa pois percebe que reconheceram a suprema beleza dela.



The Wolves in the walls

Por Bruna Damiana


Escrito em 2003 por Neil Gaiman e magistralmente ilustrado por Dave McKean, The Wolves in the walls – Os lobos dentro das paredes em tradução para o Brasil – teve como fonte de inspiração um pesadelo tido pela filha de Gaiman aos quatro anos.



Publicado no Brasil pela Rocco, sob o selo Rocco Jovens Leitores, o livro conta a história da pequena Lucy, uma menininha que jura ouvir barulhos “apressados”, “alvoroçados” e “crepitantes” feitos por lobos dentro das paredes de sua casa. Junto de Lucy vivem seus pais, seu irmão menor e o fiel companheiro de Lucy, Porquinho de Pelúcia. Sua mãe diz que os barulhos são apenas de camundongos. Seu pai acredita que são feitos por ratos. E seu irmão insiste em morcegos. Apenas Porquinho de Pelúcia a escuta. Mas todos afirmam em uníssono: se os lobos sairem de dentro das paredes, está tudo acabado.


Uma história inusitada que trabalha não só com o universo infantil de sonhos e ilusões, mas ainda com crenças populares já enraizadas e sentimentos tanto adultos quanto infantis, como medo, coragem e conformismo. Além de protagonista, Lucy é a grande heroína da história, jamais abrindo mão daquilo em que acredita, o que trilha a história por um rumo imprevisível.  
Transformado também em musical infantil em 2006, The Wolves in the walls recebeu inúmeros prêmios, tanto por seu texto quanto por suas ilustrações.  Entre eles estão o News York Times Best Illustrated Children’s Book e o Short Fiction Award pela British Sicence Fiction Association.