Por Larissa Carelli
Neste curso tínhamos uma matéria que dedicava-se ao livro infantojuvenil. A professora Cristina foi minha grande incentivadora através de suas aulas.
De cara, eu me encantei com os livros das editoras Cosac Naify e BrinqueBook. As histórias, as ilustrações e as guardas dos livros embeveciam-me. Fica a dica, se estiver em dúvida, compre um livro dessas editoras. Há outras editoras recomendadas e renomadas, mas eu, particularmente, sou fã destas duas.
E, assim, comecei. Todo ano eu ia ao Salão do Livro InfantoJuvenil e toda vez que eu entro numa livraria vou direto na seção infantojuvenil.
Eu sou bem seletiva, o livro tem que me conquistar pelo título, pela guarda, pelas ilustrações e surpreendeu-me ver a qualidade da literatura infantojuvenil. Tem muita porcaria, e o leitor e/ou apreciador consegue avaliar depois de certo tempo.
Estes são alguns exemplares que gosto muito. Destaque para Os Miseráveis e para a Ilíada.
A minha motivação começa na escolha, depois na compra e por fim a leitura para os meus filhos. Tenho a péssima mania de dar livros de presente!!!! Eu sei que criança gosta de brinquedo, mas eu gosto de dar livros de presente, fazer o quê? Aqui na minha casa, no Dia das Crianças, o presente é livro e no dia de Reis também! Meus filhos estão acostumados a ganhar livros e adoram!!!! Temos que ter o hábito ... a minha filha, hoje com 6 anos, gosta de ler os livros dela, mas ela gosta mesmo é de xeretar o que eu estou lendo e aí ela diz: “vou ler o livro da mamãe!” e eu adoro quando ela diz isso!
Agora quem conta é o LEITOR é uma sessão destinada às dicas, experiências e causos de leitura dos participantes do DL. Para participar, envie sua história (não vale texto ficcional) para desafioliterario[arroba]gmail.com.Venha compartilhar boas ideias você também!
Responda ao desafio é uma sessão mensal em que os participantes terão a oportunidade de responder a uma pergunta instigante acerca da temática do mês. Vamos transformar o DL em um espaço de debates e trocas de ideias. Você que já leu o livro do mês, caro participante, possui bagagem da qual pode se dispor para responder essa pergunta. Vamos discutir?
Bem, primeiramente, é um prazer estar aqui participando [pela primeira vez \o/] do desafio literário 2011!!
Vamos às apresentações: Meu nome é Kycia, tenho 18 anos e sou carioca, apesar de estar morando a alguns anos em Natal, no RN. Não tenho blog, porém possuo Orkut [K ycia], Skoob [Kycia Friederick] e Twitter [kycia0206], que é o que eu mais uso. =]
Mas agora, sem mais delongas, vamos ao que interessa, a resenha:
A Maldição do Titã, de Rick Riordan
Tema: Literatura Infanto-Juvenil / Mês: Janeiro / Editora: Intrínseca / Número de págs.: 316
Sinopse: Nesse terceiro livro da série, um chamado do amigo Grover deixa Percy a postos para mais uma missão: dois novos meios-sangues foram encontrados, e sua ascendência ainda é desconhecida. Como sempre, Percy sabe que precisará contar com o poder de seus aliados heróis, com sua leal espada Contracorrente... e com uma caroninha da mãe. O que eles ainda não sabem é que os jovens descobertos não são os únicos em perigo: Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros, e os meios-sangues estarão frente a frente com o maior desafio de suas vidas: A Maldição do Titã.
Escolhi esse livro da série Percy Jackson e Os Olimpianos, porque ele é o meu favorito da série – pelo menos por enquanto, já que eu ainda não li o último.
Para quem ainda não leu os livros dessa série, aí vai uma breve introdução para vocês não ficarem perdidos ao longo da resenha, ok?!
A saga em questão conta a história de Percy Jackson, que é um semi-deus ou meio-sangue, isto é, filho de um(a) mortal com um deus grego. No caso, ele é filho de Poseidon, o deus dos mares, mas só vem descobrir isso aos 12 anos. Com tamanha descoberta, a vida dele, que, diga-se de passagem, nunca foi lá muito normal, vira uma loucura. E, como se não bastasse, ainda existe uma maldição sobre ele, mas que só vai se cumprir quando ele fizer 16 anos. Até lá, Percy (ou Perseu) vai enfrentar muitas aventuras e monstros com os seus amigos do Acampamento Meio-Sangue: Annabeth, a meio-sangue filha de Atena, a deusa da sabedoria, e Grover, um sátiro, fora outras amizades que irão surgir no decorrer dos 5 livros da série.
Ah, o que é um sátiro? Bem, um sátiro é algo assim: metade homem, metade bode, ou seja, da cintura pra cima é homem e da cintura p/ baixo, bode, sacou?!
Ótimo!! Então vamos ao livro em questão:
A história de A Maldição do Titã gira em torno de dois fatos principais: a descoberta de dois novos meio-sangues (Bianca e Nico di Angelo) e o desaparecimento de Annabeth e da deusa Ártemis.
Além disso, seguindo o ritmo dos livros anteriores, vários novos personagens, tanto vilões como mocinhos, são apresentados, mas, devo confessar que o meu personagem favorito desse livro foi Blackjack.
Blackjack é um cavalo alado que botou na cabeça que Percy Jackson é seu dono, após este tê-lo salvo de Luke no livro anterior e, por isso, sempre se refere ao semi-deus como “chefe”. Na verdade as partes mais engraçadas dessa história ficaram por conta do corcel. Do jeito que o autor, Rick Riordan, escreve as falas de Blackjack dá até pra imaginar a voz e o jeito dele falar. É realmente hilário!!
Uma das cenas que eu destacaria seria a dos doze deuses [inclusive Dionísio!!], nos seus tamanhos normais, ou seja, em torno de uns 5 metros [só isso?!], sentados formando um U e discutindo sobre...... bem, só posso dizer que é sobre um assunto muito delicado a respeito dos semi-deuses envolvidos na missão de salvar a deusa Ártemis. Gostei desse momento, porque pude visualizar todos os deuses e até alguns, como Hefesto e Hera, que nunca haviam sido mostrados antes.
Enfim, eu adorei o livro e a série e, por isso, recomendo muitíssssssimo a quem ainda não teve oportunidade ou interesse de ler, que leia, porque vale a pena entrar nesse mundo louco [e, o melhor, narrado hilariamente por Percy] dos deuses do Olimpo.
Bjos e até a próxima!!!
Nota da capa: 5/5
Comentários: Todas as capas da série são perfeitas, portanto nada mais justo do que dar nota 5!
Nota do livro: 5/5
07/01/2010
Como no desafio passado, disponibilizamos uma ficha de leitura para orientá-los na feitura das resenhas. Mais uma vez, deixamos claro que não é obrigatório o seu uso. Sinta-se livre para exprimir suas impressões de leitura da forma que melhor aprouver. A ficha que propomos não é rígida, nem segue regras acadêmicas. Serve apenas como instrumento inicial para expressar o que foi lido. Sem mais, a quem interessar, basta baixar e usar.
A Mediadora – A Terra das Sombras, de Meg Cabot (Reserva 1)
Tema: Literatura Infanto-Juvenil / Mês: Janeiro / Editora: Galera Record / Número de págs.: 284
Sinopse: Suzannah é uma adolescente aparentemente comum que tem um problema com construções antigas. Não é para menos. Afinal, muitas dessas casas velhas são assombradas. E Suzannah é uma mediadora, uma pessoa capaz de ver e falar com fantasmas para ajudá-los a descansar em paz. É claro que esse dom lhe traz muitos problemas. Mas nem ela poderia saber da gravidade do que encontraria ao mudar-se para a Califórnia. Além de ir morar numa casa assombrada por um fantasma jovem, bondoso e bonitão, sua escola sofre com a presença maligna de uma adolescente que se matou ao ser desprezada pelo namorado e que agora busca vingança. Meg Cabot, autora da série "O Diário da Princesa", está de volta ao universo jovem com um livro antológico, que mistura ação, mistério e suspense sobrenatural aos problemas terríveis que atingem todos os adolescentes.
Na verdade, esse livro nem estava na minha lista de livros “prioritários” e eu também estava pouco entusiasmada com a história. Mas, resolvi dar uma chance a ele e devo dizer que, com certeza, ele entrou para a minha lista de surpresas do ano !!
Com uma linguagem tipicamente adolescente – mas nem de longe bobinha – Meg Cabot, a rainha das adolescentes, nos leva para conhecer o mundo de Suzannah.
Suzannah é uma nova-iorquina de 16 anos que está de mudança para a Califórnia, tendo que deixar para trás sua melhor [e única] amiga para ir morar com sua mãe, que acabou de se casar pela segunda vez.
Por ser filha única e estar habituada a viver só com sua mãe desde a morte de seu pai, a menina ainda terá que se acostumar com uma casa bem movimentada, já que ainda ganhou “de brinde” um cachorro, um padrasto, chamado Andy e três meio-irmãos, que ela carinhosamente apelidou de: Soneca (Jake), Dunga (Brad) e Mestre (David), fora Jesse, o fantasma gato que vive no quarto dela. Ai, ai... Jesse... [suspiros]....
Ok, Suzannah pode aparentar ter uma vida, digamos, normal. Mas, na verdade, ela possui um dom de ver fantasmas. Desde pequena ela consegue ver estes seres do além e os ajuda a encontrar os seus caminhos. Só que, de vez em quando, aparecem uns carinhas bem insistentes que não querem de jeito nenhum ir embora. Por isso, é que, nesses casos, ela acaba apelando para o muito eficaz chute no traseiro , já que a mediadora consegue não só ver e falar, mas também tocar nos fantasmas.
Enquanto eu estava lendo, senti uma semelhança com aquele seriado americano chamado Ghost Whisperer, que passava na Sony e que, por sinal, eu adorava. *.* Mas, no seriado a mocinha não conseguia tocar nos fantasmas e muito menos brigar fisicamente com eles. Rsrsrs
Voltando para a história, vivendo numa nova cidade, numa nova casa, com uma nova família, Suzannah ainda terá que se adaptar a uma nova escola.
Lá, ela fará dois novos amigos, Adam e Cee Cee [ não, você não leu errado. É esse nome estranho mesmo. rsrsrs ], além de encontrar um garoto que lhe convidará para sair [detalhe que ela nunca havia sido convidada pra sair antes], mas que possui um pequeno problema: sua ex namorada fantasma que fará de tudo para acabar, literalmente, com a vida dele e de quem se meter no seu caminho.
Olha, raramente eu gosto das mocinhas dos livros que leio, mas tenho que admitir que eu gostei muito da personalidade da Suzannah. Ela é determinada, corajosa, fala o que der na telha e não tem medo de encarar o perigo, ao mesmo tempo em que é romântica, sensível e sonha com o primeiro beijo. E tudo isso sem perder o charme, hein!!
Teve um trecho do livro que eu gostei muito e que gostaria de compartilhar com vocês [só pra deixá-los com vontade de ler]:
“Voltei-me para olhar para ele. Não consegui ver seu rosto, pois a luz da minha cabeceira estava por trás dele, mas ouvia perfeitamente sua voz e o tom suave em que pedia:
– Suzannah ...
Só isso: apenas o meu nome.”
Página 133.
Sério, me arrepio toda vez que leio esta parte. Rsrsrs
Mais uma vez, portanto, Meg Cabot me conquistou com sua escrita leve e juvenil, misturando romance, humor e suspense em um cenário sobrenatural, mas sempre mantendo o equilíbrio com a realidade.
Por isso, digo e repito que A Terra das Sombras e toda a série de A Mediadora são ótimos livros para preencher a sua estante e a sua mente. Muito bom mesmo!!
Nem preciso falar que eu recomendo, né?!
Bjos e até a próxima!!
Nota da capa: 5/5
Comentários: Pra mim, essa foi a capa mais bonita de todas as edições. Uma coisa que me chamou atenção foi o título A Mediadora em vermelho vivo e com uns detalhes em algumas letras que deram um ar mais sobrenatural ao livro, sabe?! Muito bom gosto!!
Nota do livro: 4/5
E a sede e a fome de leitura ficou mais forte ainda.
Vambora ler!
Um grande beijo e muito obrigada a todos os que fizeram parte dessa nossa prosa.
A contemplada do último sorteio DL 2010 é a Luma Kimura. Obrigada, Luma, por estar sempre presente.
E, vamos ao prêmio: Palavras em movimento da Daniella Haendchen e mais um outro livro-surpresa. Envie os dados do seu endereço para o email: desafioliterario[arroba]gmail.com. Beijos!
Enfim, apresentações feitas, vamos à resenha!
Traição entre amigas – Thalita Rebouças
*Segundo Livro*
Tema: Literatura Infanto-Juvenil / Mês: Janeiro / Editora: Rocco / Nº de páginas: 126
Sinopse: “Esta é a história de Luiza e Penélope, amigas de verdade, inseparáveis, daquelas que não se desgrudam nem para ir ao banheiro, unha e cutícula, chamemos assim. Bom, mas ficar com o namorado da melhor amiga é falta gravíssima, todo mundo sabe. Mesmo a mais bela (e sólida) amizade não resiste a uma dolorosa traição.
Numa noite, depois de uma festa, uma delas fica com o namorado da outra. E aí, tudo se reduz a pó. A mágoa é tanta, mas tanta, que muda para sempre os rumos das vidas de ambas. Enquanto uma vai tentar a sorte em Nova York, a outra se esconde atrás do confortável anonimato que a Internet e seus relacionamentos propiciam.”
Escolhi este livro porque queria conhecer o trabalho de Thalita Rebouças! Fiquei curiosa sobre o trabalho de uma autora que escreve para um público que, em sua grande maioria, não gosta de ler... E ela conseguiu sucesso mesmo assim! Quanto à capa, nem reparei muito nela, para dizer a verdade, escolhi o livro mais pelo título.
Thalita escreve para adolescentes, mas este livro é mais puxado para o universo de jovens adultos: Os personagens são mais velhos, já estão na faculdade, alguns morando sozinhos. O processo de leitura foi rápido, sem complicações, já que ela tem um estilo bem dinâmico.
O livro conta a história de duas garotas que se conhecem num curso de teatro e ficam muito amigas. O ficante de uma delas é ator, diretor e professor de um curso do gênero. Uma noite, depois de uma festa, a outra acaba, meio que sem querer, dormindo com ele. O ato é o estopim para uma reviravolta na vida das duas.
Quando a história começou de verdade, eu não sabia de quem tinha mais pena, se da traída, que achava que o rapaz ainda fosse assumir o relacionamento, mesmo que ele sempre desse indiretas para ela do contrário, ou se da traidora, que caiu na conversa horrorosa dele levada pelo vinho, e também por um interesse meio que subconsciente.
Thalita escreve de uma forma que você se pega pensando que aquilo poderia acontecer com uma amiga, uma vizinha, ou... Com você mesma! Mostra que a realidade tem altos e baixos e que atos impensados podem, sim, acabar com a vida de alguém, mas que tudo depende de como as pessoas envolvidas lidam com a situação. Algumas são mais desencanadas e apesar de tudo, conseguem seguir em frente, outras ficam remoendo os fatos e acabam por destruir a própria vida, não pelos atos alheios, mas pelas suas próprias atitudes.
Neste contexto, a personagem Penélope merece meus aplausos, por ter sabido aproveitar as oportunidades e por não ter se deixado abater pelos obstáculos da vida.
"Nossa! Quanta coisa se passou na vida da Penélope", pensou Luiza. "E ela fala dos fracassos com a maior naturalidade, com alegria, até! Que inveja, meu Deus, me perdoa! Mas como é que ela sempre consegue fazer a coisa certa quando a vida impõe uma decisão? Como? Por que eu nunca soube fazer isso? Por quê?"
No fim das contas, é uma história de superação e amadurecimento, do valor da amizade, dos próprios princípios, na crença em sua força, da capacidade de perdoar a si mesmo e aos outros. E sem descartar o bom humor, a marca de Thalita, mesmo dentro de um contexto tão dramático. Enfim, uma boa história!
Nota 3/5 para ele!
Ps: nota de 1 a 5, sendo: 1- Não gostei 2- Gostei pouco; 3- Gostei; 4- Gostei bastante; 5- Adorei
autor: Jordi Sierra i Fabra com ilustrações de Pep Montserrat editora: Martins Editora Livraria Ltda. páginas: 127 título original: Kafka e la muñeca viajera tradução: Rubia Prates Goldoni
Escrito em 2003 por Neil Gaiman e magistralmente ilustrado por Dave McKean, The Wolves in the walls – Os lobos dentro das paredes em tradução para o Brasil – teve como fonte de inspiração um pesadelo tido pela filha de Gaiman aos quatro anos.
Publicado no Brasil pela Rocco, sob o selo Rocco Jovens Leitores, o livro conta a história da pequena Lucy, uma menininha que jura ouvir barulhos “apressados”, “alvoroçados” e “crepitantes” feitos por lobos dentro das paredes de sua casa. Junto de Lucy vivem seus pais, seu irmão menor e o fiel companheiro de Lucy, Porquinho de Pelúcia. Sua mãe diz que os barulhos são apenas de camundongos. Seu pai acredita que são feitos por ratos. E seu irmão insiste em morcegos. Apenas Porquinho de Pelúcia a escuta. Mas todos afirmam em uníssono: se os lobos sairem de dentro das paredes, está tudo acabado.
Uma história inusitada que trabalha não só com o universo infantil de sonhos e ilusões, mas ainda com crenças populares já enraizadas e sentimentos tanto adultos quanto infantis, como medo, coragem e conformismo. Além de protagonista, Lucy é a grande heroína da história, jamais abrindo mão daquilo em que acredita, o que trilha a história por um rumo imprevisível.






